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Finanças09/01/2013 | 08h42

Diferente de Rio-2016, Londres-2012 divulga salários de executivos

Comitê Organizador dos Jogos de Londres, desde o primeiro balanço contábil, divulgou salários de seus principais executivos. Rio-2016 não vai adotar a mesma transparência

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Com o crescimento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, as despesas com pessoal pularam de R$ 7,4 milhões, em 2010, para  R$ 43,6 milhões em 2011. Mas apesar do aumento, a entidade manteve a política de não divulgar os salários de seus executivos, ao contrário da transparência adotada pelo Comitê de Londres-2012 em seus balanços financeiros.

— O Comitê Rio-2016 continuará a publicar seu balanço, como vem fazendo, auditado e aprovado por empresa de auditoria externa, conforme exige a legislação brasileira — escreveu o Rio-2016, ao ser indagado se seguiria a transparência inglesa.

Desde o seu primeiro balanço, os ingleses divulgaram os vencimentos e as premiações recebidas por seus dirigentes. É possível saber, por exemplo, que o presidente do Comitê Londres-2012, Sebastian Coe, recebeu em seu primeiro ano à frente da entidade, 2006, um total anual de 156,6 mil libras e chegou a 2011 com vencimentos de 357 mil libras ou, após conversão para real, R$ 1,1 milhão, que corresponde a R$ 97 mil mensais.

Mas o maior salário de Londres-2012 foi pago ao Executivo-chefe Paul Deighton. Em 2011, recebeu o total anual de 699,9 mil libras, que correspondem a R$ 2,2 milhões ou R$ 183 mil mensais. Só em premiação por metas alcançadas, foram 220,1 mil libras, R$ 718 mil.

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