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No hospital30/01/2013 | 18h32

BM passa a fazer a escolta do sócio da boate Kiss em Cruz Alta

Prisão dos empresários é temporária e prazo se encerra na sexta-feira, mas polícia poderá pedir prorrogação

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BM passa a fazer a escolta do sócio da boate Kiss em Cruz Alta Mário Cezar Fernandes Menzes/Arquivo Pessoal
Foto: Mário Cezar Fernandes Menzes / Arquivo Pessoal
Fernando Goettems, Cruz Alta

fernando.goettems@zerohora.com.br

O Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar passou a fazer a escolta de Elissandro Callegaro Sphor, o Kiko, sócio da boate Kiss, que está hospitalizado no Hospital Santa Lúcia, em Cruz Alta. Segundo a delegada Lylian Carús, substituta da Delegacia Regional de Polícia de Cruz Alta, o pedido não tem ligação com a tentativa de suicídio de Kiko.

— Ele foi para o banho por volta das 14h30min de terça-feira e o policial percebeu que ele estava amarrando o mangueira do chuveiro na janela. O policial presumiu que ele tentaria cometer suicídio e interviu. Mas eu já havia solicitado a escolta para a BM antes de esse fato ocorrer — salienta a delegada.

Segundo ela, Sphor deve permanecer sob a custódia no Hospital Santa Lúcia até a próxima sexta-feira, quando vence o prazo de prisão, mas que poderá ser prorrogado por mais cinco dias.

De acordo com a BM de Cruz Alta, a escolta será realizada durante 24h, e, ao menos um policial terá contato visual com Kiko. A BM também declarou que um Boletim de Ocorrência foi registrado sobre a tentativa de suicídio.

De acordo com o médico de Kiko, Paulo Viécili, o estado de saúde do empresário é estável:

— Ele ainda vai passar por uma tomografia pulmonar, mas o nível de oxigenação já é melhor. Porém, está muito abalado, principalmente porque sabe que muitos amigos foram vítimas dessa tragédia. Ele está recebendo acompanhamento psicológico.

Clique na imagem e confira o perfil das 235 vítimas:

 

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 235 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil. 

Em gráfico, entenda a sequência de eventos que originou o fogo



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A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012. 



Clique na imagem abaixo para ver a danceteria antes e depois do incêndio

A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.



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