Versão mobile

Crime31/01/2013 | 07h01

Autor do golpe que provocou a morte de adolescente em Bento Gonçalves já foi identificado

Na sexta-feira, amigos e parentes de Giovanni Pliski, 15 anos, pedirão paz e justiça

Enviar para um amigo
Até sexta-feira, o delegado Álvaro Luiz Becker, da 2ª DP de Bento Gonçalves, deve encaminhar para o Ministério Público o procedimento especial de apuração de ato infracional que investiga a morte de Giovanni Pliski, 15 anos.

O adolescente perdeu a vida após uma briga na tarde de sábado, no bairro Botafogo. A causa da morte seria uma paulada que Giovanni recebeu no abdômen, mas o laudo da necropsia ainda não foi concluído.

O autor do golpe, já identificado, é um menor. 

— Em princípio, foi uma paulada que ele recebeu no estômago, e deve ter sido bem violenta. Provavelmente teve hemorragia interna. Temos de aguardar o laudo da necropsia, para que ela nos diga o que causou a morte de fato. Ele desmaiou, foi levado até o hospital e lá teve duas paradas cardíacas — disse o delegado.

A briga ocorreu quando Giovanni e amigos se encontraram com outros jovens, com quem tiveram uma desavença em dezembro. No final do ano, eles tinham se desentendido por causa de uma garota, conforme Becker. Giovanni não era o alvo da desavença.

De acordo com o delegado, os envolvidos já foram identificados. Seis integram um grupo e outros seis, o outro. Eles têm entre 15 e 17 anos e não possuem antecedentes de delitos.

Apenas um dos integrantes é maior de idade, mas não seria o autor da paulada. A participação desse rapaz, de 19 anos, é investigada.

O autor do golpe usou uma estaca para bater no abdômen da vítima. O rapaz assumiu a agressão e, segundo ele, para se defender. Giovanni estaria segurando uma barra de ferro.

Becker ainda não sabe qual punição será imposta ao adolescente. A possibilidade de pedido de internação será analisada com o promotor da Infância e Juventude, Elcio Meneses. 

— Vou conversar com o promotor para ver a posição dele. Se ele achar por bem que deve ser feito o pedido, daí represento pela internação. Mas no momento, acho que é meio temerário, pela situação de colocar um guri desses lá (no Centro de Atendimento Socioeducativo), porque não são marginais. São uns brigões. Nenhum tinha antecedente. Então, se você pega um piá desse e interna, pode piorar a situação dele — avalia o delegado.

Becker acredita que o crime cometido pelo adolescente foi uma lesão corporal seguida de morte e não um homicídio. Para o delegado, não houve o dolo (intenção de matar).

Enquanto não é definida qual a punição, amigos e familiares de Giovanni farão uma manifestação pacífica na sexta-feira. O ato ocorre na Praça das Rosas, no bairro Cidade Alta, a partir das 17h. Eles pedirão paz e justiça. 

— Eu quero que cada um desses jovens pague pelo que fez, quero justiça. E que sirva de exemplo para esses jovens que estão na rua, que façam coisas boas — comentou a mãe de Giovanni, a comerciária Marisa Cordeiro Pliski, 38 anos.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga os perfis de ZH no Twitter

Imprimir
clicRBS
Nova busca - outros