É provável que ninguém tenha feito mais gols neste século em gramados do Rio Grande do Sul do que Sandro Sotilli, 39 anos. Ao menos no Gauchão. Único artilheiro duas vezes pelo Interior – em 2002 pelo 15 de Novembro (de Campo Bom) e em 2004 pelo Glória (de Vacaria) –, o centroavante é ídolo de norte a sul do Estado. Após rescindir o contrato com o Passo Fundo, o Alemão Matador, como é apelidado, deve voltar ao Glória para a disputa da Divisão de Acesso, mas ainda aguarda por propostas da elite.
Zero Hora – Você é ídolo em praticamente todas as regiões do Estado. Qual é o segredo?
Sandro Sotilli – Acho que minha conduta como profissional ajudou. Sempre tratei os torcedores com muito carinho. Mas acho que não foi só isso. Fiz muitos gols também. Os gols é que me tornaram ídolo em alguns times.
ZH – O que um centroavante precisa para se dar bem no Gauchão?
Sotilli – O Gauchão é diferente de tudo. É um jogo com muito contato físico, os zagueiros chegam junto. Então tem que saber ir para o confronto, antecipar. Claro, a qualidade técnica individual soma. Mas tem que estar atento sempre.
ZH – Caso não acerte com alguma equipe, torcerá por algum time no Gauchão?
Sotilli – Vou torcer pelo Pelotas. É um clube que gosto muito. Tenho muito respeito pelas pessoas que trabalham lá. A torcida me apoiou muito.








