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CNH falsa05/12/2012 | 10h28Atualizada em 05/12/2012 | 11h09

Treze pessoas são presas na Região Central suspeitas de falsificar carteiras de habilitação

Quadrilha agiria em todo o Estado e tinha como base a Região Central

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Treze pessoas são presas na Região Central suspeitas de falsificar carteiras de habilitação Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quarta-feira desarticulou uma quadrilha que vendia carteiras de habilitação falsas em todo o Rio Grande do Sul. Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 12 pessoas foram presas preventivamente _ entre elas duas mulheres. Um dos procurados já estava preso e outro ainda não foi encontrado. Todos foram levados para a delegacia da Polícia Civil de Agudo e devem ser encaminhados ao Presídio Estadual de Agudo ainda hoje. As duas mulheres serão encaminhadas ao Presídio Regional de Santa Maria. 

Também foram cumpridos 32 madados de busca e apreensão de equipamentos que seriam utilizados para adulteração dos documentos.

O grupo criminoso tinha como base municípios da Região Central. A Operação Teia investigava desde maio os suspeitos de agirem em Agudo, Restinga Seca, Santa Maria e Porto Alegre. Os 73 agentes da Polícia Civil coordenados pelo delegado de Agudo, Eduardo Machado, realizam a ação em Agudo, Restinga Seca, Paraíso do Sul, Novos Cabrais, Santa Maria, Maratá, Dona Francisca (Região Central), Candelária (Vale do Rio Pardo) e Porto Alegre.

De acordo com a polícia, cerca de 8 mil ligações telefônicas interceptadas com autorização judicial foram utilizadas para identificar os integrantes do grupo. A polícia também conseguiu identificar entre 20 e 25 clientes que compraram a documentação falsificada.

O delegado tem 10 dias para concluir a investigação e encaminhar ao Ministério Público (MP). Os presos devem ser indiciados por adulteração de documento público e formação de quadrilha. O MP deverá decidir, também, se denunciará os clientes da quadrilha por uso de documento público falso.

A investigação iniciou em maio de 2012 e em setembro, um dos suspeitos acabou preso. A investigação começou a partir de uma denúncia de compra de CNH falsa em Agudo. A partir daí, a Polícia Civil de Agudo começou a agir para desmembrar a organização. Conforme apurou a polícia, o valor das habilitações variava entre R$ 600 e R$ 2,5 mil.

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