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Tragédia em família09/12/2012 | 18h33

"Que Deus tenha misericórdia de quem fez isso", pede um dos filhos do casal morto em Penha

Antes de saber que o irmão é o principal suspeito, Roberto Luiz Flores lamentava a morte dos pais

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"Que Deus tenha misericórdia de quem fez isso", pede um dos filhos do casal morto em Penha Maiara Bersch/Agencia RBS
Roberto Luiz Flores Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

— Que Deus tenha misericórdia de quem fez isso —, disse um dos filhos do casal morto a marteladas em Penha na sexta-feira, em Penha, no litoral Norte de SC.

Antes de saber que o irmão era o assassino da família, Roberto Luiz Flores, 50 anos, lamentava a morte dos pais, Carmem Cunha Flores, 69 anos, e Luiz Nilo Flores, 72 anos, da irmã, Leopoldina, 41 anos, e do sobrinho Pedro Henrique, de apenas 10 anos.

Passava das 22 horas de sexta, quando algumas pessoas sentadas no bar do outro lado da rua Tijucas, onde fica a casa da família, no bairro Armação, começaram a ouvir gritos vindos do terreno. A voz carregada de horror foi revelada tão logo Luiz Carlos Flores, 38 anos, o Liquinha, como é conhecido um dos 11 filhos do casal, ganhou a rua com as mãos na cabeça.

Segundo um dos homens que estavam no boteco, ele estava ofegante e não parava de dizer que haviam matado o seu pai, a sua irmã e o sobrinho, e que sua mãe estava desaparecida.

Liquinha, que confessou o crime neste domingo, disse na sexta teria descoberto os corpos e contado aos policiais que, no momento do crime, estava tomando banho e não ouviu nada. Ele chegou a ser levado pela Polícia Militar (PM) para prestar esclarecimentos na sexta, mas foi liberado ainda na madrugada de sábado.

Roberto, irmão de Liquinha, foi acordado na sexta com um barulho de conversa generalizada na rua. As batidas abafadas na janela do seu quarto lhe roubaram o pensamento e ele se deparou com um amigo:

—  Eu tenho uma notícia para te dar que não é muito boa. Mataram o seu pai, a tua irmã e o teu sobrinho, e a tua mãe tá desaparecida —, disse a voz tremida.

Transtornado, Roberto saiu rapidamente de casa, atravessou a rua Tijucas e foi até a casa da família, onde o terreno já estava tomado de gente. Entrou na residência e no quarto dos pais se deparou com o corpo de seu Luiz caído ao lado da cama, em meio ao sangue. Chocado pela violência que os seus olhos mostravam, deu mais uns passos e encontrou o corpo de Preta, como era carinhosamente chamada a irmã Leopoldina, atrás da porta do quarto dela.

Quando pensou que não poderia ser pior, foi até o quarto do sobrinho e o viu morto sobre a cama. Apenas a mãe não estava na casa. Mas não demoraria muito para o sumiço de dona Carmem ter explicação, o corpo da idosa foi encontrado por outro filho, a cerca de 100 metros, no terreno atrás da residência da família próximo a uma vala.

Todos foram velados e enterrados no sábado, gerando grande comoção na cidade. A brutalidade do crime, impediu que os caixões fossem abertos. Sobre três deles foram colocadas fotos recentes das vítimas na primeira comunhão de Pedro Henrique, que ocorreu há poucos dias.

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