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Ligada a causas sociais22/12/2012 | 16h02

Presidente da Ajos realiza trabalhos voluntários desde que conheceu o Grupo de Assistência Social do Jardim Paraíso

Há 12 anos a professora Deneusa Rodrigues dedica-se a causas sociais

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Presidente da Ajos realiza trabalhos voluntários desde que conheceu o Grupo de Assistência Social do Jardim Paraíso Maiara Bersch/Agencia RBS
Para Deneusa, é preciso vontade para conciliar a vida pessoal e profissional com o voluntariado Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS
A satisfação que embala as palavras usadas pela professora Deneusa Luzia Rodrigues, 48 anos, ao contar a sua história de dedicação às causas sociais na sala da presidência da  Associação Joinvilense de Organizações Sociais, dão uma ideia do quanto ela é apaixonada pelo voluntariado. História que começou  há 12 anos, quando Deneusa conheceu o Grupo de Assistência Social do Paraíso (GASP), que atua no Jardim Paraíso.

Na época, ela cursava a graduação em artes visuais e desenvolveu um projeto de trabalho artístico para as mães que frequentavam o Gasp.

— O Gasp foi uma grande escola para mim porque lá a gente não tinha nada, começou do zero. Eu cuidava das crianças para que as mães não desistissem dos cursos —, conta a voluntária, que ainda participa do projeto, hoje como integrante da diretoria.

Deneusa, que há um ano ocupa o cargo de presidente da Ajos, encara o voluntariado como uma grande responsabilidade.

— O voluntariado é uma via de duas mãos. Se você cumpre horário, assume um projeto com começo, meio e fim, é recompensado —, analisa.

Para a professora, os anos à frente de projetos sociais a fizeram amadurecer, trouxeram segurança e também encorajamento para lidar com os desafios da vida.

— Eu digo que ser voluntária é uma escola de vida. Se você realmente tem a intenção de se doar, tem o retorno —, observa.

Atualmente, Deneusa concilia as atividades de casa com a presidência da Ajos, as reuniões semanais do Rotary, as atividades do Gasp, as aulas para o curso de pedagogia, além do mestrado em educação. Por isso, para ela, falta de tempo não é desculpa para não ser voluntário.

— Se você realmente quer, pode ser voluntário até mesmo a distância e conciliar com a vida profissional e pessoal —, acredita.

Ela admite que, às vezes, bate um desespero, afinal, são muitas as atribuições, mas o apoio da família a ajuda a reorganizar as tarefas, e a diretoria da Ajos também é muito solícita e compreensiva.

— Tem dias que paro para respirar e toco mais um pouco. Conciliar a vida particular com o voluntariado parte primeiro do querer.

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