A Polícia Civil investiga o atropelamento que matou uma mulher em cima da calçada nesta quarta-feira em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, e deixou outra gravemente ferida. Segundo a delegada Ana Luísa Aita Pippi, que coordena a investigação, a ausência de imagens de câmeras de segurança e de testemunhas dificulta o trabalho.
De acordo com Ana Luísa, o posto de gasolina que fica na esquina das ruas Gaspar Silveira Martins e Cristóvão Colombo, ao lado do Estádio dos Plátanos, tem câmeras com posicionamento ideal para registrar o acidente, entretanto, elas não gravam as imagens. Além disso, as testemunhas que foram ouvidas viram apenas a colisão.
— Estamos trabalhando para encontrar pessoas que tenham visto a caminhonete trafegando desde a sinaleira até o local do acidente, para ajudar a desvendar o que houve antes do atropelamento — afirma Ana Luísa.
À polícia, o motorista da caminhonete William Jacobs, 20 anos, afirmou que estava parado no semáforo e, quando o sinal abriu para ele passar, um outro veículo, que trafegava no sentido contrário da rua Gaspar Silveira Martins, teria obstruído sua passagem. Por isso, ele teria perdido o controle do veículo, colidido contra um Golf que estava estacionado e invadido a calçada, atingindo Ivani e Margit.
— Temos que descobrir se houve um outro veículo e se o motorista estava mesmo parado, porque um acidente com tamanho impacto, em princípio, não seria provocado com um carro em baixa velocidade — disse a delegada.
Segundo ela, o semáforo e o local do acidente ficam há cerca de 20 metros e, este espaço, não seria suficiente para alcançar grande velocidade, a não ser que houvesse falha humana. Ana Luísa ainda afirma que o monte de areia que estava na calçada não interferiu no acidente
Margit Preuss, 41 anos, está internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Santa Cruz. Já o corpo de Ivani Cecília Alexander, 47 anos, foi enterrado no final desta quinta-feira na localidade de Linha Rio Pardinho.







