A Polícia Civil de Santa Maria cumpriu oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira nas sedes campestre e social de um dos maiores clubes sociais do país, o Clube Dores, de Santa Maria.
A ação da polícia também se estende à casa do presidente do clube, Ademir Antonio Pozzobon, de quatro diretores e duas ex-funcionárias. Ela é parte de uma investigação feita pela 1ª Delegacia de Polícia Civil para descobrir como R$ 625 mil sumiram do cofre do clube em 2011. Foram apreendidos computadores, documentos e livros de contabilidade.
— Com esse material, pretendemos entender como o dinheiro sumiu — disse o titular da 1ª Delegacia da Polícia Civil, Marcos Vianna, que está à frente do inquérito.
Cerca de 34 policiais e nove viaturas estão envolvidos na operação batizada de Houdini, em alusão a Harry Houdini, um dos mais famosos ilusionistas do mundo que nasceu em Budapeste, na Hungria, em 1874.
>> Ouça entrevista concedida pelo delegado Marcos Viana para a Rádio Gaúcha SM
O desaparecimento do dinheiro foi informado pelo advogado do clube, Sérgio Blattes, à polícia em abril deste ano. Na época, o advogado contou que o clube fez uma auditoria quando desconfiou que o dinheiro havia sumido. Duas funcionárias _ contratadas há mais de 10 anos _ foram demitidas na época porque não quiseram prestar depoimento na sindicância feita pelo clube. Com falta de provas e sem saber o que houve, o clube entregou o caso à polícia.
Conforme Blattes, a ação desta manhã da polícia é encarada pelo clube como parte da investigação, um desdobramento:
_ Entendemos que para ter certeza do que ocorreu, a polícia precisa explorar todas as possibilidades, examinar todas as vertentes possíveis. E é isso o que ocorre com essa apreensão de materiais.
O presidente do clube, Ademir Pozzobon não se manifestará sobre o assunto. A posição do clube é repassada pelo advogado.
Polícia Civil recolhe computadores da sede central do Clube Dores
Foto: Fernando Ramos/ Agência RBS
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