— O banco de madeira simples, posicionado sob uma árvore de tronco vasto em frente à casa de número 231 da rua Tijucas, não servirá mais para o descanso da dona de casa Carmem Cunha Flores, a Carminha, 69 anos, nos fins de tarde da calorosa Armação, em Penha, no Litoral Norte.
Assim começou a reportagem de Camila Guerra, sobre o crime que chocou o Estado, publicada nesta segunda-feira em "A Notícia" e no AN.com.br.
Camila registrou no texto o mesmo banco fotografado pelos carros do Google Street View quando passaram pelo bairro de Armação, em Penha, quando ela ainda estava viva. Na imagem, Carminha, morta pelo próprio filho, aparece sentada na frente da casa.
A foto, acessada nesse link do Google Street View, foi postada no site em setembro de 2011. Além de Carmem, o marido dela, Luiz Nilo Flores, de 72 anos, a filha deles, Leopoldina, de 41, e o neto do casal e filho de Leopoldina, Pedro Henrique, de 10 anos, foram mortos com golpes de martelo e marretas na noite de sexta-feira.
Luiz Carlos Flores, 38, também filho do casal, irmão de Leopoldina e tio do menino Pedro, confessou no domingo ser o responsável pelas mortes, que teriam sido motivadas por ciúmes da irmã e tentativa de não deixar testemunhas. Ele alegou estar sob o efeito de drogas. Luiz chegou a participar do velório dos familiares.













