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Dedicação para cuidar do próximo22/12/2012 | 16h03

Empresária de Joinville atua como voluntária há mais de duas décadas

Arlete Nunes atribui a fase de necessidade vivida pela família à vontade de ajudar as pessoas

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Empresária de Joinville atua como voluntária há mais de duas décadas Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Arlete Nunes acredita que o voluntariado é capaz de mudar o mundo Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

As lágrimas que ameaçam sair dos olhos da empresária Arlete Nunes, 60 anos, ao falar sobre a importância do trabalho voluntário em sua vida, revelam não apenas a emoção dela, mas também o quanto é grata por ter trilhado esse caminho de dedicação há 22 anos.

— Eu me emociono assim porque eu mesma sou ajudada, eu me sinto feliz depois de ajudar —, conta.

Habilidosa com trabalhos manuais, Arlete iniciou no voluntariado no Serviço de Ação Social de Integração (Sasieq), no qual faz artesanato até hoje para conseguir os recursos que mantêm a instituição. Ela também é diretora de patrimônio da Associação Joinvilense de Organizações Sociais (Ajos), além de administrar o hotel da família, a casa e ainda buscar o neto na escola todos os dias.

— Porque ser voluntária não é só no tempo que eu tenho. Sempre tenho que dispor de tempo para as pessoas que eu ajudo —, observa.

Um dos benefícios do trabalho voluntário, segundo Arlete, é poder conhecer diferentes realidades e assim dar mais valor ao que se tem de bom. Como exemplo, ela usa os netos, que recentemente a ajudaram a distribuir cestas básicas em uma região carente de Joinville e, desde então, passaram a reconhecer com mais clareza os privilégios que possuem.

— Eu vim de uma família muito pobre. Quando criei as minhas filhas, passei muita necessidade e procuro dar para eles o melhor, sem estragar —, conta.

Bastante religiosa, a empresária acredita que o trabalho voluntário pode ajudar a tornar o mundo um lugar melhor. E incentiva as pessoas a dedicarem-se ao voluntariado.

— Tem que se identificar, ver se gosta de lidar com crianças, idosos, artesanato. Trabalho tem para todos, é só querer —, diz.

Para dar conta de todas as atividades sem que elas se tornem um peso, Arlete prima pela organização.

— Eu procuro manter as coisas bem certinhas, procuro sempre agendar as coisas, gosto de pontualidade —, conta.

A empresária atribui a sua vontade de ajudar as pessoas aos momentos de dificuldade que viveu.

— Eu tive uma fase que andava de sapato de sola furada. Acho que por causa das necessidades que eu passei, não gostaria que outras pessoas passassem por isso também —, confidencia.

 

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