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Fim de ano03/12/2012 | 10h31

Barulho excessivo no período de festas pode afetar audição, diz especialista

Exposição a sons intensos é a segunda maior causa de deficiência auditiva

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Barulho excessivo no período de festas pode afetar audição, diz especialista Ed Jones/AFP
Especialista em audição recomenda distância de fogos de artifício Foto: Ed Jones / AFP

Com as festas de fim de ano, são comuns os fogos de artifício, buzinas e carros de som, mas todo esse barulho pode prejudicar a audição se as pessoas estiverem próximas à fonte do ruído.

— Ficar longe dos fogos de artifício, carros de som e caixas de som nas festas pode evitar que a audição sofra algum dano. Esses equipamentos têm uma potência alta, que permite ouvi-los a uma grande distância. Então, o melhor é manter-se um pouco mais afastado — aconselha a fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBORL), a exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. O excesso de barulho, ao longo do tempo, pode levar à surdez.

— A exposição de pelo menos meia hora por dia em lugares muito barulhentos pode contribuir para a perda auditiva gradual, pois os ruídos elevados são capazes de afetar diretamente a audição — diz a fonoaudióloga.

Além de danos à audição, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade e hipertensão arterial também são consequências de um longo tempo de exposição ao som alto. De acordo com a especialista, ruídos acima de 85 decibéis já são prejudiciais.

Quanto mais repetitivo ou mais alto for o barulho, maior será o dano às células ciliadas da cóclea (órgão responsável pela audição).

— Um ruído próximo a 85 decibéis equivale a um grito — compara Isabela.

Em shows, boates e baladas, a música alta atinge normalmente mais de 100 decibéis, o que é muito prejudicial aos ouvidos. Segundo o England’s Royal National Institute of Deaf (instituição inglesa dedicada a pessoas surdas), três em cada quatro frequentadores assíduos de boates e danceterias estão sujeitos e desenvolver surdez precoce.

Muitas pessoas já podem ter alguma alteração na audição e não perceber de imediato o problema. Por isso, a especialista aconselha a consulta a um médico otorrinolaringologista uma vez ao ano. Nos casos de surdez genética, é essencial fazer logo o diagnóstico.

— O mais importante é procurar um otorrinolaringologista para avaliar se há alguma perda ou complicação e se existe a necessidade de solicitar exames complementares, mais específicos. Na maioria dos casos de perda de audição, o uso de aparelho auditivo resolve o problema — conclui a especialista.

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