A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria deve instaurar um novo inquérito para investigar o autor confesso do assassinato de Júlia Assunção de Moura Machado, 6 anos, por um segundo crime. Conforme depoimentos tomados na quarta-feira, a delegada Carla Dolores de Almeida suspeita que Carlos Renan Pinto Galvão, 26, teria abusado sexualmente de um menino. O inquérito que apura a morte de Júlia deve ser concluído até amanhã.
Com o depoimento, a delegada acredita que possa se definir a motivação do crime. O laudo médico não evidencia o abuso, mas, segundo Carla, a motivação pode ter sido essa tentativa. Em meio aos depoimentos colhidos durante 27 dias de investigação, foi possível apurar que o casal era tido como bastante próximo a crianças, já que as convidariam frequentemente para brincar na casa. Numa dessas oportunidades, um menino teria sofrido abuso sexual, o que teria sido relatado ontem, junto à mãe do menino, em depoimento na DPCA.
Sobre a morte de Júlia, a investigação deve ser finalizada até amanhã e encaminhada à Justiça. Os exames periciais, que ainda não estão prontos, devem ser incluídos com a ação judicial em andamento.
_ Não tenho a prova material do abuso nem o depoimento da Júlia, mas acredito que a motivação para o crime esteja na tentativa de abuso. Ele será indiciado por homicídio qualificado _ diz a delegada.
Quanto à participação da companheira de Galvão, Neridiane Rodrigues, 21, Carla afirma que não deve ser feito o pedido de prisão preventiva, já que ela estaria colaborando com as investigações e não há a possibilidade de fuga.








