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Mais saudáveis no novo lar17/12/2012 | 08h33

Animais que vieram do Parque da Redenção, em Porto Alegre, completam um ano no São Braz

Eles trocaram o barulho da grande cidade pela natureza, no Criadouro Conservacionista

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Animais que vieram do Parque da Redenção, em Porto Alegre, completam um ano no São Braz Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Ananda Delevatti, especial

Eles trocaram o barulho das pessoas e dos carros pelo som da natureza. A vista do asfalto e de grandes prédios foi substituída por um horizonte verde sem fim. O concreto do chão, pela terra. O número de brinquedos e de companheiros de gaiola aumentou. Estamos falando dos 78 animais _ aves, mamíferos e répteis _ que há quase um ano (o aniversário é na quarta-feira) _ trocaram o Minizoo do Parque Farroupilha (Redenção) pelo Criadouro Conservacionista São Braz.

Enquanto o antigo lar ficava no meio de Porto Alegre, o atual endereço, no distrito Boca do Monte, só é possível de ser alcançado depois de passar por uma estradinha de terra. Morros e muito verde completam a paisagem do caminho. Com os novos habitantes, o criadouro agora abriga 600 animais de 178 espécies. Não é que o outro local não fosse bom, mas, como explica o próprio dono do criadouro, o ambientalista Santos de Jesus Braz, o novo lar é mais adequado. O ambientalista cita como benefícios do novo espaço a proximidade com a natureza, o maior contato com a luz solar e com indivíduos da mesma espécie e o fim das poluições sonora e visual.

_ Eles estão ótimos, brincam muito e interagem. Quando chegaram, eram muito agitados e estressados _ conta Braz.

Os animais parecem ter se adaptado bem ao novo local. De lá para cá, apenas um macaco-prego morreu, mas de causas naturais. Passeando pelo criadouro, é possível ver os macacos companheiros muito alegres e brincando bastante. Enquanto eles agitam, animais mais calmos, como os jabutis, aproveitam a tranquilidade e água fresca do criadouro.

No ano passado, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pediu à prefeitura de Porto Alegre que tomasse uma providência para melhorar a vida da bicharada. O Executivo da Capital achou mais viável trocá-los de local do que fazer as alterações necessárias no minizoo. O criadouro de Santa Maria foi escolhido por ser o único local do Rio Grande do Sul que poderia abrigar todos os animais.

A prefeitura de Porto Alegre doou materiais e a alimentação dos bichos por um ano. Agora, Braz tenta renovar esse acordo para garantir a saúde dos animais. Quando estavam na Capital, os macacos-prego passaram por avaliações que constataram sobrepeso e problemas nos dentes decorrentes da ingestão de doces e salgados oferecidos por visitantes. Atualmente, os animais só recebem visitas de um projeto de educação ambiental nas escolas, com hora marcada. Elas servem para sensibilizar as crianças de que os animais não devem ser retirados na natureza, já que nasceram para ser livres.

>> Em galeria de fotos, veja os animais em suas nova casa

Animais não podem viver soltos
Ao ser questionado se a vinda dos animais o deixou mais feliz, Braz explicou que estaria realmente feliz se eles estivessem soltos e nunca tivessem saído da natureza. Mas como isso não é possível, a missão de Braz e do criadouro é manter os animais o mais saudáveis possível com a nova casa.

Os animais comprados ilegalmente ou retirado de suas famílias, geralmente, não têm as condições necessárias para sobreviver sozinhos na natureza.

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