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Sinal amarelo14/11/2012 | 07h28

Susepe recebe alerta de Santa Catarina sobre possível ação de criminoso no Rio Grande do Sul

Apesar de adotar cautela sobre o assunto, órgãos de segurança gaúchos não acreditam em onda de violência no Estado

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As autoridades gaúchas afirmam que não há indícios de que o clima beligerante em Santa Catarina se desdobre em ações criminosas no Rio Grande do Sul. Apesar da suspeita de que um criminoso ligado ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) viria à serra gaúcha para executar policiais, Brigada Militar e Polícia Civil descartam a possibilidade de uma onda de atentados no Estado.

O sinal amarelo foi acionado há uma semana pelo Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina, que enviou à Susepe documento revelando que um detento ligado ao PGC teria avisado a um preso da Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics) — e a irmão desse apenado — de que viria ao Estado matar policiais e agentes penitenciários.

— Não temos aqui criminosos (à frente de quadrilhas) que tenham ligações fortes com o PCC ou com essa facção catarinense. Tínhamos o Maradona (Paulo Márcio Duarte da Silva, traficante recolhido na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná), que ficou muito tempo preso com líderes do grupo paulista. Mas ele perdeu seu poder — explica o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Guilherme Wondracek.

Na visão das fontes consultadas por ZH, apesar de cartas orientando como organizar o PCC no Estado terem sido apreendidas em maio dentro do Presídio Central, a maior preocupação é de que pequenos grupos criminosos se inspirem na onda de ataques em São Paulo e Santa Catarina para replicar ataques no Estado e, com isso, ganhar prestígio no submundo do crime.

— O único risco é de algum engraçadinho querer se meter a besta e fazer algo aqui por conta própria — avalia Wondracek.

Reforço da PM no feriadão

Na serra gaúcha, embora considerem improvável que ocorram ataques da facção de Santa Catarina contra servidores da área da Segurança Pública, BM e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) adotam a cautela em relação à possível presença de um criminoso catarinense em solo gaúcho.

Do outro lado do Rio Mampituba, a Polícia Militar se esforça para evitar que o clima de tensão afugente os turistas no feriadão. Com a suspensão de folgas de policiais, a corporação pretende reforçar o patrulhamento nas praias do continente e da ilha.

— O que eu posso garantir é que a PM vai trabalhar ardorosamente nas ruas neste feriado — prometeu o comandante-geral da PM catarinense, Nazareno Marcineiro.

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