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Acidente aéreo07/11/2012 | 11h02Atualizada em 07/11/2012 | 19h04

Piloto de Jaraguá do Sul morre em queda de avião no Paraná

Carlos Gilberto Morh era primo do senador Paulo Bauer e morava em Curitiba

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Piloto de Jaraguá do Sul morre em queda de avião no Paraná Yuri Braz/Casa Militar - Governo do Paraná
Bimotor carregava cerca de R$ 14 milhões e depois do acidente muito dinheiro ficou espalhado pelo região Foto: Yuri Braz / Casa Militar - Governo do Paraná

O catarinense de Jaraguá do Sul, Carlos Gilberto Mohr, morreu em um acidente aéreo na noite desta terça-feira, após a queda do avião que ele pilotava, em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba .

Ele era primo do senador Paulo Bauer e o comandante do bimotor, modelo Piper Cheyenne, que fazia transporte de valores. Carlos, o copiloto Leandro Uchoa e o segurança Leandro Ferreira dos Santos morreram na hora. O quarto ocupante do avião, o também segurança Vilmar Rodrigues, chegou a ser encaminhado para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, mas morreu nesta madrugada.

FOTOS: Veja imagens do acidente aéreo no Paraná

O nome dos tripulantes não foi confirmado oficialmente pelo Instituto Médico Legal de Curitiba, mas repassado pela empresa de táxi aéreo responsável pela contratação da equipe e proprietária do bimotor.


O piloto Carlos Gilberto Mohr

A família Bauer já recebeu a notícia da morte de Carlos e Vitinho Bauer, irmão do senador que mora em Curitiba, estaria providenciado o translado do corpo para Jaraguá do Sul, cidade natal do piloto, onde ele será enterrado. Abalado com a morte do primo, o senador Paulo Bauer prefere se reservar e não comentar sobre a morte. A família ainda não sabe quando o corpo será liberado.

Gilberto não era casado e tinha três filhos. Ele se formou piloto pelo aeroclube de Blumenau e chegou a trabalhar na indústria de malhas Malwee, com fábrica em Jaraguá do Sul, no transporte de empresários com helicóptero. Depois, foi morar com a família em Curitiba e estaria há cerca de cinco anos trabalhando com serviço de táxi aéreo na capital paranaense.

Os corpos ainda estão no IML de Curitiba e não foram liberados para as famílias. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) irá investigar os motivos da queda. A informação é de que o bimotor carregava cerca de R$ 14 milhões e depois do acidente muito dinheiro ficou espalhado pelo região. A polícia não confirmou se houve saque das cédulas transportadas.

Como foi o acidente

O bimotor decolou de Dourados (MS), às 15h50min de terça-feira com destino a Curitiba, mas caiu antes de pousar no aeroporto do Bacacheri. A queda aconteceu na localidade conhecida como Capivara dos Manfron, zona rural de Almirante Tamandaré, depois que a aeronave, que voava baixo, teria batido em uma copa de um pinheiro como relataram moradores da localidade.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Almirante Tamandaré, não havia sinais de explosão ou incêndio na aeronave acidentada. A guarnição chegou ao local, no limite entre Almirante Tamandaré e Rio Branco, às 20h15min.

Em Balneário Camboriú, duas pessoas morreram na queda de um monomotor sábado. O avião caiu na praia de Taquarinhas por volta das 10h. A aeronave experimental decolou de Itapema e caiu no mar minutos depois. As buscas por destroços da aeronave devem continuar nesta quarta-feira.

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