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Avalenche proibida27/11/2012 | 21h52

OAS indicou normas de segurança que barram avalanche para o Corpo de Bombeiros

Estado não tinha regras para obras como a Arena e nova resolução segue instruções do Ministério da Justiça

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OAS indicou normas de segurança que barram avalanche para o Corpo de Bombeiros Félix Zucco/Agência RBS
Foto: Félix Zucco / Agência RBS

A determinação da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros para que o espaço da Geral da Arena do Grêmio seja preenchida por cadeiras está gerando polêmica. Mas teria sido a própria OAS a indicar as normas a serem seguidas.

Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Adriano Krukoski, o Rio Grande do Sul não tinha regras técnicas para construção de espaços esportivos. Em abril, quando a construtora apresentou as plantas da Arena, apontou uma instrução do Corpo de Bombeiros de São Paulo para viabilizar a liberação da obra. Segundo Krukoski, não seria possível usar legislação de outro Estado, então, a corporação gaúcha criou a Resolução Técnica (RT) nº 17, de 10 de outubro de 2012. Além de ser igual a instrução paulista, a RT tem o mesmo conteúdo de uma norma da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, e de instruções da Fifa.

O imbróglio é complicado, então, vamos tentar explicar um pouco melhor.

1 - Em 8 de fevereiro, o Corpo de Bombeiros (CB) notificou a OAS e a Grêmio Empreendimentos para apresentação das plantas da obra.

2 - Essas plantas foram apresentadas em 24 de abril, junto com a indicação para que o CB seguisse a Instrução Técnica (IT) nº 2, do CB do Estado de São Paulo.

3 - Só que essas plantas não estavam em uma escala que permitisse a leitura da mesma. E, segundo Krukoski, a planta apresentava o setor da Geral com cadeiras.

4 - Como não tinha normas para esse tipo de obra, o CB gaúcho resolveu criar a Resolução Técnica (RT) nº 17, que segue a IT 12, normas do Ministério da Justiça e da Fifa.

5 - A OAS e a Grêmio Empreendimentos voltaram a apresentar as plantas da Arena em 25 de outubro, novamente com cadeiras em todos os setores do estádio.

6 - A RT 17 vale para todos os espaços esportivos do Estado, tanto para os em construção (como a Arena ou o estádio do Cruzeiro, em Cachoeirinha), os em reforma (como o Beira-Rio) e os antigos (todos os estádios do Interior).

7 - Segundo Krukoski, as praças esportivas antigas terão prazo para se adaptarem à RT 17.

Se você quiser ler a RT 17, clique aqui.

Se você quiser ler a IT 12, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, clique aqui.

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