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Onda de violência14/11/2012 | 08h56

"O PCC não fincou raízes no nosso Estado", garante chefe de Polícia gaúcho

Ranolfo Vieira Jr. afirma que a polícia do Rio Grande do Sul monitora com atenção a situação em Santa Catarina

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A Polícia Civil gaúcha monitora com atenção a onda de violência que chegou a Santa Catarina ainda na noite de segunda-feira. Entre terça e esta quarta, pelo menos 16 ataques foram registrados em vários pontos do Estado e mais de 20 pessoas foram presas.

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O chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Jr., afirma que já conversou com o representante da Polícia Civil de Santa Catarina e colocou a corporação gaúcha à disposição do Estado vizinho. No entanto, acredita que a violência não chegará ao RS.

— O PCC (Primeiro Comando da Capital) teve algumas ações aqui na década de 90. Houve a prisão de 26 ou 28 pessoas quando tentavam cavar um túnel para assaltar bancos em 2006. À medida que eles progrediam de regime, empreendiam fuga de volta ao Estado de São Paulo. A maioria acabou morrendo em confrontos com a polícia. Por isso, o PCC não fincou raízes no nosso Estado — explicou Ranolfo em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.



O chefe da Polícia Civil lamentou o fato de episódios de violência serem recorrentes no Brasil e se mostrou surpreendido com a intensidade dos ataques em Santa Catarina. Segundo ele, o objetivo da polícia é tratar de assuntos internamente e proteger a população.

— Temos que manter um zelo muito grande para não passar à sociedade uma sensação de insegurança.

Um manuscrito com as principais regras do Partido do Crime (como os bandidos paulistas chamam o PCC) foi encontrado no Presídio Central de Porto Alegre. As autoridades deduziram que o aprofundamento da facção paulista nos presídios gaúchos era questão de tempo e resolveram agir.

Com autorização de juízes da Vara de Execuções Criminais (VEC), foi feita há cerca de dois meses uma busca em celas do Presídio Central e encontrado material do PCC.

Dois documentos apreendidos chamam a atenção. Um deles é o Estatuto do PCC. São 17 mandamentos, que presos ligados à facção copiam à mão e espalham nas celas dos Estados onde estão encarcerados. Alguns são banais, como “Lealdade acima de tudo ao Partido” e o conhecido “Paz, Justiça e Liberdade”.

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