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Continente23/11/2012 | 08h01

Loja em São José reúne quatro mil azulejos fora de linha e peças raras

No Cemitério dos Azulejos é possível encontrar revestimentos com 70 anos e personalizar a seu gosto

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Loja em São José reúne quatro mil azulejos fora de linha e peças raras Jessé Giotti/Agencia RBS
Vicentina de Barros e Julio Cesar Honorato inauguraram a loja há 18 anos e são apaixonados pelas peças Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

Você percebeu uma infiltração no banheiro, precisou retirar quatro peças do azulejo e agora não sabe se coloca peças diferentes ou se troca tudo? Na Praia Comprida, em São José, há um espaço para resolver este problema e inspirar diferentes decorações modernas. O Cemitério dos Azulejos é o único da Grande Florianópolis e um dos poucos do Estado que guarda quatro mil itens de peças raras ou que já saíram de linha. Há também réplicas de azulejos de época, muito usadas hoje em dia.

O cemitério é de uma mesma família que, além de São José, mantém cinco lojas em São Paulo e duas em Curitiba. Eles também compram peças de quem está reformando. Se você tem uma casa antiga, por exemplo, com aquelas cozinhas enormes cheias de azulejo pode pedir ao pedreiro que tome cuidado com elas. Tirando sem quebrar é possível revendê-las e ganhar um bom dinheiro. O negócio começou de uma forma bem inusitada há 31 anos.

Vicentina de Barros, proprietária do espaço em São José, é filha de Claudino de Barros, falecido há oito anos, o pioneiro da família no ramos dos azulejos. Segundo ela, Claudino vendia livros e certo dia um cliente lhe lançou um desafio: se ele encontrasse um azulejo antigo para lhe vender pagaria bem por ele. E foi o que Claudino fez.

— Ele passou a visitar as lojas de materiais de construção comprando peças fora de linha e foi estocando em casa. Com o tempo abriu uma revenda e o negócio, como era único em São Paulo, só foi crescendo — conta Vicentina.

 
Mosaicos unem peças de todas as cores e formatos
Foto: Jesse Giotti

Hoje a proprietária e mais dois irmãos tocam a ideia do pai e não pensam em trocar de profissão tão cedo. Julio Cesar Honorato, que trabalhava com contabilidade, entrou no ramo há 18 anos quando se casou com Vicentina. A rede do Cemitério dos Azulejos tem 60 mil itens guardados entre as lojas de São Paulo, Paraná e São José.

— É um ramo difícil de entrar. O que compramos hoje, por exemplo, só servirá para decoração daqui a 20 ou 30 anos. Para nós, é uma paixão e onde estamos a primeira coisa que percebemos é o azulejo das casas, a maioria troca tudo quando faz reforma quando poderia trocar uma única peça — diz Vicentina.

 
Cemitério dos Azulejos também guarda réplicas
Foto: Jesse Giotti

Mas encontrar a tal peça no cemitério não é fácil. Julio Cesar conta que os clientes chegam com apenas um pedacinho da parte que procuram, a maioria, sem ideia de qual era a linha na época da compra.

— Com este pedacinho vamos a procura do original, se não está aqui, trazemos das lojas de São Paulo e Paraná — conta Honorato.

 
Azulejos podem ser personalizados para datas especiais
Foto: Jesse Giotti

Entre os frequentadores do cemitério estão, na maioria, pessoas que estão reformando e não querem trocar todos os azulejos da casa e decoradores.

— Hoje eles podem ser utilizados em todo o tipo de decoração, é fácil de fazer e não sai caro  — comenta Vicentina.

Para comprar - Azulejos, cerâmicas e porcelanatos originais de época saem de R$ 120 a R$ 240 o metro quadrado

Para vender - A empresa compra peças fora de linha e paga de R$5 a R$20 o metro quadrado

Onde fica
Rua José da Costa Vaz, 07, Praia Comprida, São José
Tel: (48) 3247-0671

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