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Atentados14/11/2012 | 14h22

Ideli conversa com Ministério da Justiça para conter onda de violência em SC

Titular das Relações Institucionais quer que governador Raimundo Colombo peça ajuda ao governo federal

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Chocada com a onda de violência que atinge Santa Catarina, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi no final da manhã desta quarta-feira ao Ministério da Justiça externar sua preocupação e reafirmar a disposição do Palácio do Planalto em ajudar o Estado. Ela espera que o governador Raimundo Colombo peça auxílio ao governo federal o mais rápido possível.

— A situação é grave. Do meu ponto de vista, é necessária uma atuação conjunta. Nos locais em que o Ministério da Justiça já está trabalhando com o governo estadual os resultados são muito positivos. Isso já acontece em Alagoas, onde a taxa de homicídios e crimes violentos foi significativamente reduzida, já acontece no Rio de Janeiro com as UPP’s, e acontece agora em São Paulo —, afirmou Ideli.

>>Veja imagens dos atentados em Santa Catarina
>>Confira o que o DC já noticiou sobre o assunto

No encontro rápido, a ministra expôs números da violência em Santa Catarina à secretária-executiva da pasta da Justiça, Márcia Pelegrini. Ouviu de volta que o ministério está pronto para ajudar, mas só pode atuar se for solicitado pelo governo do Estado, o que Ideli espera que seja feito o quanto antes.

— As providências têm de ser tomadas de imediato. Nós vamos precisar, se for o caso, transferir presos, trabalho de inteligência conjunta entre governo federal e governo do Estado, compartilhamento de dados. Isso é muito importante. O Ministério da Justiça reafirmou que está inteiramente à disposição para de imediato tomar providências conjuntas e estabelecer parcerias —, apelou.

Em dois dias já foram registrados pelo menos 24 atentados em Santa Catarina. São ataques a prédios da segurança pública e incêndios de ônibus e contêineres de lixo. A cúpula da segurança no Estado já admite a hipótese de que os crimes possam estar sendo ordenados de dentro das cadeias, possivelmente, por uma facção criminosa. Para a Polícia Militar, no entanto, são ações isoladas com a inspiração comum de intimidar o Estado.

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