A Federação das Industrias de Santa Catarina (Fiesc) divulgou nesta sexta-feira um estudo sobre o andamento da duplicação do trecho Sul da BR-101. De acordo com o relatório, apontou as obras só devem ser concluídas em 2017. O último relatório, de 2011, apontava que a duplicação completa não teria como ficar pronta antes de 2016.
Veja o relatório com o novo estudo sobre a duplicação
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O engenheiro responsável pelo estudo, Ricardo Saporiti, observou que o principal entrave é o túnel duplo do Morro dos Cavalos. Se a licença ambiental sair até o começo do ano que vem, mesmo assim, o Dnit precisará elaborar o projeto executivo — com os cálculos estruturais — licitar a obra, contratar e assinar a ordem de serviço para só depois construir. Por isso, a previsão de 2017. Segundo o especialistas, só a execução levaria três anos, pois além dos túneis duplos, a transposição do morro precisará de viadutos.
De acordo com Saporiti, a demora para iniciar a obra é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e não do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). Ele lembra que foi dado entrada no pedido de autorização no órgão ambiental só em fevereiro de 2011 e a audiências pública foi em maio do mesmo ano.
A morosidade foi tanta, que o Ibama pediu complementações que só foram entregues mais de um ano depois, em setembro de 2012. Em agosto, o governo chegou a anunciar a licitação do túnel duplo em Palhoça para dezembro, só que o Ibama afirma que não poderia anunciar um prazo para conceder a licença, pois a documentação está em análise.
Vídeos mostra a situação dos gargalos na BR-101 Sul
Prejuízos econômicos
O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, afirma que o atraso na obra, que deveria estar pronta em 2008, resultou em prejuízos para o Sul do Estado. Um estudo elaborado pela Universidade do Sul do Estado (Unisul), que quantifica as perdas econômicas, será apresentada na primeira quinzena de dezembro na federação.
— Percebemos que o Norte do Estado — primeiro trecho ampliado da BR-101 — cresceu muito mais do que o Sul e isso é influenciado pelo atraso — aponta Côrte.
Faltam as obras mais caras
Sobre as obras da primeira fase (os trechos entre Itapiruba/Capivari e Araranguá/Sombrio), Saporiti não confia que seja concluído em julho de 2013, como aponta a última previsão do Dnit.
— Essa quinta avaliação teve até uma surpresa agradável, a obra nesse último ano teve um desenvolvimento significativo. Mas acho difícil terminarem na metade de 2013, existem duas pontes do Contorno de Araranguá que acabaram de ser iniciadas — observa Saporiti.
Pelo relatório do Dnit de outubro, 92% dos 238,5 quilômetros da rodovia estão duplicados. Já a análise da Fiesc aponta que falta ainda 11% da extensão e, como ficaram as grandes obras para serem terminadas, o investimento necessário seria de 67% do que já foi aplicado até agora (R$ 1,8 bilhão).
O estudo da Fiesc questiona a falta de restauração de pontes, como a do Rio Capivari, que estavam previstas no contrato da primeira fase da obra. O Dnit preferiu não se pronunciar por alegar não ter recebido o relatório e desde o ano passado não divulga mais estimativa para encerrar a obra. Em 2011, o discurso era de que tudo estaria pronto em 2014.









