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Diário de Classe06/11/2012 | 22h09Atualizada em 07/11/2012 | 00h10

Depois de ter casa apedrejada, família de Isadora Faber procura a polícia

A avó da criadora da página Diário de Classe, no Facebook, teria sido atingida por uma pedra

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Depois de ter casa apedrejada, família de Isadora Faber procura a polícia Isadora Faber/Arquivo Pessoal
Avó de Isadora Faber, de 65 anos, foi atingida por uma pedra na noite de segunda-feira Foto: Isadora Faber / Arquivo Pessoal

A terça-feira foi de ameaças e Boletins de Ocorrência para a família de Isadora Faber, 13 anos, criadora da página Diário de Classe no Facebook. Na noite anterior, três pedras foram atiradas por detrás do muro de dois metros da residência de Isadora e uma delas teria atingido a cabeça da avó dela, de 65 anos.

— A gente sentou na frente de casa, como sempre fazemos. Aí uma pedra caiu no carro, outra na grama e a terceira atingiu a minha mãe — relatou a mãe de Isadora, Mel Faber.

Imediatamente, a família se recolheu para dentro de casa e aguardou até a situação se acalmar. Nesta terça, o pai de Isadora foi até a 6ª Delegacia de Polícia Civil para prestar queixa e registrar Boletim de Ocorrência. A idosa, que sofre de uma doença degenerativa, foi levada para fazer exames médicos no Instituto Geral de Perícias e passa bem, apesar do roxo na região do olho direito.

A mãe de Isadora se diz preocupada como a forma que sua filha tem sido tratada na escola, com alunos contra a ação na página do Facebook, que expõe problemas do colégio.

— As crianças estão se posicionando contra a Isadora. As coisas estão tomando proporções sérias e a Isadora não baixou a cabeça. Eu não posso incentivar ela a retirar as críticas contra a escola, pois vou ensinar que fazer o errado é que é o certo.

O secretário Municipal de Educação, Rodolfo Pinto da Luz, foi pego de surpresa sobre o fato, mas disse ser contra qualquer tipo de ameaça.

— É inadmissível. Sempre pode haver pessoas descontentes. Estamos em um país democrático e todos podem se manifestar, mas nunca por meio da violência. Isto tem que ser apurado – escreveu.

Tentamos contato com a diretora da escola Municipal Maria Tomázia Coelho, mas não foi possível.

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