Conhecido como Professor Pardal, por gostar de inovações táticas, Adilson Batista, novo técnico do Figueirense, tenta reconstruir uma carreira. Aos 44 anos, sendo 11 deles dedicados ao comando de clubes, o treinador acumula altos e baixos na profissão. Depois de levar o próprio Figueirense ao título do Campeonato Catarinense em 2006 e fazer parte da campanha do sétimo lugar do Brasileiro, resolveu viver uma nova experiência: treinar o Jubilo Iwata, do Japão, onde ficou por um ano.
Ao voltar ao Brasil, acertou com o Cruzeiro, onde venceu o estadual e ficou em segundo lugar na Libertadores da América, tornando-se o treinador mais vitorioso do clube na competição continental. Adilson foi alçado à condição de treinador de elite, pretendido por outros times. Ele permaneceu na equipe mineira até 2010, quando deixou o clube após dois anos e meio. Em pouco mais de um mês foi apresentado ao Corinthians, onde sua carreira começou a declinar. Substituindo Mano Menezes, que foi para a Seleção, Adilson comandou o clube por seis meses, pedindo demissão por maus resultados.
Novamente um mês depois, outra chance. O Santos acertou com o treinador, dando a ele a oportunidade de iniciar em um clube a partir do zero, com liberdade de planejamento. O trabalho durou até o final de fevereiro de 2011, quando foi demitido, novamente por conta dos resultados. Adilson passou a ser questionado e viu no Atlético-PR, clube do qual é torcedor, a oportunidade de se reerguer. Mas outra vez o trabalho durou pouco. Em dois meses, Adilson pediu demissão em entrevista coletiva.
– Estou muito decepcionado, chateado, peço desculpa, infelizmente não estamos conseguindo realizar aquilo que queríamos e pensando pelo bem do clube, tomei a decisão de sair – afirmou Adilson na ocasião.
Apesar dos recentes fracassos, outro clube grande resolveu apostar no treinador. O São Paulo acertou com o comandante em julho para ser o treinador até o fim de 2011. Porém, ele não conseguiu cumprir seu contrato. Criticado pela torcida do São Paulo por sempre escalar três volantes e nunca se desfazer dessa formação, foi demitido em 16 de outubro.
Ciente de que precisava de um tempo, Adilson preferiu o descanso. Voltou ao futebol somente em abril de 2012, para comandar o Atlético-GO. Criticado pela diretoria do clube e pela torcida, foi demitido no dia 29 de maio, após um inicio irregular no Campeonato Brasileiro. Seis anos e sete clubes depois, Adilson vê no Figueirense a oportunidade de reescrever sua história no futebol. O clube, próximo de cair à segunda divisão, irá reformular a equipe para 2013 e caberá ao treinador a formação de um novo elenco. Ao que indica, a aprovação da torcida ele já tem. Faltam, apenas, os resultados positivos.









