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Nova fase08/11/2012 | 14h39

Adilson Batista, de técnico de elite à reconstrução da carreira no Figueirense

Treinador vem acumulando resultados ruins nos últimos anos em diferentes clubes

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Adilson Batista, de técnico de elite à reconstrução da carreira no Figueirense Luiz Pires/VIPCOMM
Adilson Batista: de carreira promissora a técnico de muitos clubes e poucos resultados Foto: Luiz Pires / VIPCOMM

Conhecido como Professor Pardal, por gostar de inovações táticas, Adilson Batista, novo técnico do Figueirense, tenta reconstruir uma carreira. Aos 44 anos, sendo 11 deles dedicados ao comando de clubes, o treinador acumula altos e baixos na profissão. Depois de levar o próprio Figueirense ao título do Campeonato Catarinense em 2006 e fazer parte da campanha do sétimo lugar do Brasileiro, resolveu viver uma nova experiência: treinar o Jubilo Iwata, do Japão, onde ficou por um ano.

Ao voltar ao Brasil, acertou com o Cruzeiro, onde venceu o estadual e ficou em segundo lugar na Libertadores da América, tornando-se o treinador mais vitorioso do clube na competição continental. Adilson foi alçado à condição de treinador de elite, pretendido por outros times. Ele permaneceu na equipe mineira até 2010, quando deixou o clube após dois anos e meio. Em pouco mais de um mês foi apresentado ao Corinthians, onde sua carreira começou a declinar. Substituindo Mano Menezes, que foi para a Seleção, Adilson comandou o clube por seis meses, pedindo demissão por maus resultados.

Novamente um mês depois, outra chance. O Santos acertou com o treinador, dando a ele a oportunidade de iniciar em um clube a partir do zero, com liberdade de planejamento. O trabalho durou até o final de fevereiro de 2011, quando foi demitido, novamente por conta dos resultados. Adilson passou a ser questionado e viu no Atlético-PR, clube do qual é torcedor, a oportunidade de se reerguer. Mas outra vez o trabalho durou pouco. Em dois meses, Adilson pediu demissão em entrevista coletiva.

– Estou muito decepcionado, chateado, peço desculpa, infelizmente não estamos conseguindo realizar aquilo que queríamos e pensando pelo bem do clube, tomei a decisão de sair – afirmou Adilson na ocasião.

Apesar dos recentes fracassos, outro clube grande resolveu apostar no treinador. O São Paulo acertou com o comandante em julho para ser o treinador até o fim de 2011. Porém, ele não conseguiu cumprir seu contrato. Criticado pela torcida do São Paulo por sempre escalar três volantes e nunca se desfazer dessa formação, foi demitido em 16 de outubro.

Ciente de que precisava de um tempo, Adilson preferiu o descanso. Voltou ao futebol somente em abril de 2012, para comandar o Atlético-GO. Criticado pela diretoria do clube e pela torcida, foi demitido no dia 29 de maio, após um inicio irregular no Campeonato Brasileiro. Seis anos e sete clubes depois, Adilson vê no Figueirense a oportunidade de reescrever sua história no futebol. O clube, próximo de cair à segunda divisão, irá reformular a equipe para 2013 e caberá ao treinador a formação de um novo elenco. Ao que indica, a aprovação da torcida ele já tem. Faltam, apenas, os resultados positivos.

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