O protesto era contra os alagamentos. No dia 8 de fevereiro, pela mesma razão, móveis e colchões que haviam ficado encharcados pela chuva foram queimados, na esquina das ruas Pio XII e Fortunato Mosele.
No Loteamento Tijuca, nove famílias tiveram que deixar suas casas. O arroio Tega transbordou por volta das 18h e invadiu as moradias ribeirinhas. Os moradores, que já deveriam ter deixado o local depois das chuvas de 7 de fevereiro, iriam para o Centro Comunitário do bairro. Mas nem todos estavam dispostos a sair das moradias, em razão do risco de arrombamento.
— Ficamos com água na altura do peito — contou o reciclador Jorge Luis dos Santos, 41 anos, que permaneceria na moradia. A mulher e os dois filhos pequenos iriam para a casa da sogra, no bairro Diamantino.
Antes da enchentes de sábado, eles haviam sido avisados de que teriam de deixar a área, que já estava interditada. A prefeitura se dispôs a pagar aluguel para as famílias enquanto elas não são realocadas. Só que os moradores, a maioria recicladores sem renda fixa, não conseguem locar imóveis devido às exigências das imobiliárias.
— A prefeitura quer pagar aluguel, mas temos que ter fiador — disse Natalino Alves Vieira, 45.
O auxiliar de depósito Sérgio de Camargo, 48, mora há quase quatro décadas no lugar e já enfrentou incontáveis enchentes. A água do Tega invadiu seu quarto 18 dias depois da última inundação.
Houve registros de alagamentos também nos bairros Pôr do Sol, Serrano, Santa Fé e Fátima e no distrito de Fazenda Souza.
A Defesa Civil de Caxias do Sul deve se reunir na manhã deste domingo para avaliar os prejuízos causados pela chuva.










