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Acordo com a indústria13/12/2011 | 17h32

Salgadinhos, biscoitos, bolos prontos, maionese e pão francês terão que reduzir teor de sódio

Redução do consumo de sal faz parte das estretágias do governo para prevenir doenças crônicas

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Salgadinhos, biscoitos, bolos prontos, maionese e pão francês terão que reduzir teor de sódio Michal Zacharzewski/Stock.xchng/
Alimentos estão entre os mais consumidos por adolescentes brasileiros Foto: Michal Zacharzewski/Stock.xchng

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes da indústria alimentícia firmaram um acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos. O documento assinado nesta terça-feira estabelece metas, inicialmente, para sete grupos de alimentos que estão entre os mais consumidos pelo público infanto-juvenil: batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). O termo fixa o teor máximo de sódio a cada 100 gramas de alimentos industrializados. As metas devem ser cumpridas pelo setor até 2014 e aprofundadas até 2016.

A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento de doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.

Para o ministro Padilha, esta etapa do acordo reforça o projeto conjunto entre governo e indústrias para respeitar a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de cinco gramas de sal diários por pessoa, até 2020. O termo de compromisso também determina o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias.

O acordo inclui a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mais de 70% dos brasileiros exageram no sal

De acordo com dados do IBGE, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, enquanto o consumo total foi estimado em aproximadamente 12 gramas diários, o que representa mais do que o dobro do recomendado pela OMS. Esta pesquisa revelou, ainda, que mais de 70% dos brasileiros consomem mais do que cinco gramas de sal ao dia — o equivalente a quatro colheres rasas de café. O percentual passa de 90% entre adolescentes de 14 a 18 anos e adultos da zona urbana.

Os adolescentes brasileiros apresentaram, em relação aos adultos, consumo muito mais elevado de alimentos como salgadinhos — sete vezes maior —, biscoitos recheados — perto de quatro vezes maior —, biscoitos doces — mais de 2,5 vezes maior — e biscoitos salgados — 50% maior.

Comentar esta matéria Comentários (1)

Luis Silva

Exceto quanto aos consumidores de produtos industrializados, não vejo vantagem ou ganho com esse acordo, pois as pessoas continuarão tendo livre acesso aos saleiros. Válido seria campanhas de esclarecimento sobre os malefícios do excesso de sal e orientação às pessoas sobre medidas ou alternativas possíveis para reduzir a ingesta desse mineral. Esclarecimento e conscientização dão resultados. O mais, é trololó.

14/12/2011 | 00h25 Denunciar

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