Convivendo com rios transformados em filetes e torneiras secas por conta do racionamento, prefeituras da região do Vale do Sinos voltaram sua artilharia contra os arrozeiros e estão propondo a extinção total da lavoura na bacia hidrográfica.
Uma batalha pelo acesso à pouca água disponível é esperada para a manhã desta segunda-feira na Assembleia Legislativa, onde os dois lados em conflito se encontram para audiência pública sobre a crise de abastecimento.
O plano de acabar com a lavoura de arroz foi alinhavado por integrantes da Associação dos Municípios da região (AMVRS) e do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos).
A proposta encaminhada a autoridades estaduais prevê acabar com o plantio de arroz até 2015. A produção seria extinta ao ritmo de 25% ao ano. Em resposta, o setor arrozeiro se mobiliza para mostrar que, se falta água no Sinos, é por culpa das administrações, que não investiram em barragens.
O presidente do Pró-Sinos, Ary Vanazzi, justifica o projeto de extermínio do setor arrozeiro com o argumento de que ele responde por 60% da água retirada da bacia do Sinos – dado contestado pelo Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), um órgão do Estado.
A Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está se municiando de argumentos e dados para fazer frente à declaração de guerra dos prefeitos. Pediu a realização de outra audiência pública no Legislativo, mas dentro da comissão de Agricultura. A de hoje ocorre na comissão de Meio Ambiente.
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