O título acima é o nome de uma ampla pesquisa sobre mães, encomendada pela marca de gelatinas Royal. Realizada entre julho e agosto deste ano, o levantamento serve para desconstruir alguns mitos: por exemplo, o de que há diferenças entre mães trabalhadoras e donas de casa. A pesquisa conclui que, na verdade, elas são muito parecidas. A administração do tempo e a sensação de culpa foi um dos dilemas mais recorrentes nas entrevistas. A maioria luta para achar um tempo para elas mesmas e 37% consideram ter pouco tempo para os filhos.
— Muitas mães têm a imagem da família perfeita, que tudo é maravilhoso. Mas quando sentam no café da manhã veem um gritando, o outro batendo, o dia a dia não é perfeito. Se sentem culpadas, acham que aquilo não é perfeito porque estão trabalhando, porque não se dedicam tanto. Se sentem julgadas até pelo próprio grupo - afirma Rosana Schiller, uma das psicólogas consultoras na pesquisa.
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Mas, para a maioria das entrevistadas, ser mãe é prioridade. Os dados de satisfação são emblemáticos: 90% das mulheres se sentem satisfeitas no papel de mãe. De acordo com os números, 51% das brasileiras são mães e 82% das mães têm uma atividade remunerada. Um dado revelador é o de que 35% das entrevistadas afirmaram que o filho e a carreira são igualmente importantes para elas.
A pesquisa trouxe outras conclusões como a valorização de coisas simples, como cozinhar para a família e fazer um passeio com os filhos. As mães mostraram não ter medo de impor limites, embora a forma de dizer não e a possível imagem de má sejam uma preocupação para elas:
— É uma preocupação muito grande. As mães falam que as crianças não obedecem. Quando peço para descreverem os filhos, sempre falam que eles têm personalidade forte, sabem o que querem. Para os pais, impor limite é como se você estivesse fazendo seu filho infeliz. Mas as crianças quase que clamam por limites. O limite dá segurança à criança — diz a psicóloga.











