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25/08/2011 | 17h10

Comportamento dos pais tem relação com transtorno de atenção e hiperatividade nos filhos

Falta de atenção dos pais pode resultar em problemas para as crianças

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Comportamento dos pais tem relação com transtorno de atenção e hiperatividade nos filhos Divulgação/Stock photos
Os pais devem ficar atentos à mudança de comportamento dos filhos Foto: Divulgação / Stock photos
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade manifesta-se em crianças pequenas, ainda na fase escolar. No entanto, em cerca de 30% dos casos, a doença persiste até a idade adulta. Segundo a psicanalista Viviane Sapiro, o comportamento dos pais pode estar diretamente ligado à evolução do transtorno.

- Se a criança não for "hiper", ela corre o risco de desaparecer frente a pais hiperestressados, hiperocupados que voltam para casa hipercansados e precisam dar uma atenção a si próprios - relata ela.

Diante da desatenção de muitos pais, os sintomas costumam ser percebidos pelos professores, já que o ambiente escolar é o que exige mais silêncio e concentração da criança.

Portanto, os pais devem ficar atentos à mudança de comportamento dos filhos, tais como pouca atenção e interesse ao brincar, dificuldade de escutar outras pessoas ou compreender instruções. Os pequenos com p problema acabam desistindo facilmente de executar tarefas, já que têm grande dificuldade em se fixar por muito tempo em uma atividade.

O mais intrigante para os especialistas é o fato de os casos de hiperatividade e déficit de atenção estarem aumentando nos últimos tempos. De acordo com Viviane, obviamente o problema não é resultado de nenhum "contágio", mas pode ser associado com a hereditariedade. Além disso, o assunto deixou de ser um tabu entre médicos, pais e professores.

- Trazer um filho ao mundo como um ato de amor e planejamento representa tirar o pé do acelerador. Significa renunciar a uma condição narcísica. É considerar dar à criança, em vez do último lançamento de videogame, aquilo que efetivamente importa: o seu tempo - lembra Viviane.

Comentar esta matéria Comentários (1)

fernestob

tá na hora de mudar essa concepção de que criança ativa é criança doente. Essa é uma visão finaciada pela indústria farmacêutica para acelerar as vendas de ritalina. A criança ativa deve ser considerada a evolução da humanidade. Ora, ou é preferível que as crianças fiquem horas e horas inertes, abobadas olhando fixamente para um único ponto. Esse argumento de que crianças (hiper)ativas são 'doentes' devido ao hipercansaço dos pais não passa de uma grande hiperbobagem, pura psicologia de revista.

25/08/2011 | 17h53 Denunciar

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