Versão mobile

19/08/2010 | 09h20

Estudo aponta riscos de lesões repetitivas em atletas

Traumas cranianos repetitivos parecem levar a problemas neurológicos, apontam cientistas

Enviar para um amigo
Estudo aponta riscos de lesões repetitivas em atletas  Nereu de Almeida/
Traumas cranianos repetitivos, comuns em alguns esportes, como o boxe e o futebol americano, podem levar a problemas neurológicos motores Foto: Nereu de Almeida
Traumas cranianos repetitivos, comuns em alguns esportes, como o boxe e o futebol americano, parecem levar a problemas neurológicos motores similares à doença de Charcot, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.

Esta é a primeira vez que uma relação como esta, há muito tempo polêmica, foi estabelecida clinicamente, afirmaram os pesquisadores da faculdade de medicina de Boston (Massachussetts, nordeste), cujo trabalho foi publicado no Journal of Neuropathology and Experimental Neurology de setembro.

Os autores desta pesquisa, que incluem Ann McKee, professora adjunta de neurologia e patologia, examinaram cérebros e medulas espinhais de 12 atletas mortos, que doaram os órgãos para estudos.

Eles descobriram que os todos os ex-atletas sofriam, no momento de suas mortes, de encefalopatia traumática de pugilista, comum em ex-boxeadores e que leva à deterioração progressiva das funções cognitivas e motores.

Essa doença se caracteriza pelo depósito anormal da proteína Tau. Médicos acreditam que a substância resulta de traumatismos repetitivos na cabeça. Três desses antigos campeões, dois de futebol americano e um de boxe, foram diagnosticados com a doença de Charcot (esclerose lateral amiotrófica), uma neuropatia progressiva de causas desconhecidas, que resulta na degeneração dos neurônios, das células nervosas, no cérebro e na medula espinhal.

A doença, também conhecida como de Lou Gehrig, nome de um famoso jogador de beisebol dos Estados Unidos que sucumbiu desse mal em 1941, leva à fraqueza e à atrofia muscular. Todos os 12 ex-atletas objetos do estudo foram submetidos a traumatismos repetitivos na cabeça, afirmaram os pesquisadores.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros