Antes de recorrer ao crédito consignado, o aposentado deve fazer as contas e planejar o seu orçamento, pois o financiamento facilitado e a juro reduzido pode acabar em armadilha.
Confira dicas para aproveitar o recurso sem se endividar
Muitas vezes vista como positiva, a expansão do crédito está aumentando o endividamento dos segurados, alerta o presidente da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Fetapergs), Osvaldo Fauerharmel. Como o consignado tem retenção na fonte, a inadimplência, uma das consequências do comprometimento de parte da renda, ocorre em outros serviços financeiros ou no pagamento de produtos adquiridos em prestações.
Muitas
vezes é o próprio aposentado que não sabe se gerir. Tem o crédito fácil,
não precisa comprovar nada e é assediado por financeiras avalia Fauerharmel.
Para o economista Everton Lopes, coordenador da Comissão de Educação Financeira do Conselho Regional de Economia no Estado, caso realmente necessite de recurso extra, o aposentado deve primeiro tentar um empréstimo com um familiar ou se desfazer de um bem que não esteja precisando.
Dados do Ministério da Previdência mostram que, nos últimos quatro anos, o volume de empréstimo consignado para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a R$ 53,3 bilhões. Depois de cair em 2008 devido à crise, as operações com desconto em folha para os aposentados e pensionistas voltaram a subir e atingiram R$ 22,3 bilhões ano passado aumento de 152,3%. O ministério atribui a expansão à autorização de elevar de 20% para 30% o percentual da renda dos aposentados que pode ser comprometido com o pagamento do consignado.
O crédito consignado é positivo e barato. O
problema está na educação
financeira de quem pega entende Ricardo Almeida, professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração.











