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07/02/2010 | 08h20

Por onde andam as apostas de 10 anos atrás?

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Por onde andam as apostas de 10 anos atrás? André Diehl/BD, ZH
As gurias posam 10 anos atrás: em sentido horário, Joyce Buttenbender (de azul), Renata Picolli, Gabrielle Brust, Ana Paula Smolinski, Fernanda Evangelista e Marina Sanvicente Foto: André Diehl / BD, ZH

Em janeiro de 2000, Donna publicou uma reportagem de capa com as modelos gaúchas que, na época, eram apontadas como futuro sucesso no Exterior. Dez anos depois, fomos saber o que aconteceu com elas.

::: Marina Sanvicente
Dentro de quatro meses, a vida da modelo Marina Sanvicente terá mais uma guinada. A mãe de Luna, seis anos, dará à luz um menino.

A esperada novidade é mais um desafio para a jovem de 26 anos que, na adolescência, deixou Porto Alegre para viver em São Paulo o sonho de ser modelo.

– No início, pensava que nunca moraria longe, pois gostava de praia e era mais pé no chão. Mas tive muita sorte porque muitas pessoas me acolheram. Morei dois anos com minha mãe em São Paulo, o que ajudou na carreira e no desenvolvimento pessoal – conta.

Marina desfilou, fez catálogos, propagandas e embarcou para trabalhos em Miami, Paris, Chile, Líbano, Milão e outros destinos. Também estampou editoriais de moda das revistas Nova, Vogue e Marie Claire.

Quando viu que a carreira não a completava mais, passou a se dedicar à busca da realização profissional e encontrou um filão na produção de eventos de moda, sua atual ocupação.

– Há dois anos minha prioridade não é modelar. Aproveitei minha experiência para produzir eventos que reúnem marcas bacanas – justifica a modelo, casada há um ano e meio com Marcio Santoro, diretor da agência África, de Nizan Guanaes, e ainda contratada pela Ford.


::: Fernanda Evangelista

Ela tinha cara de menina e pele branquinha, sem qualquer sinal de rebeldia quando foi apontada como uma das promessas da moda. Dez anos depois, Fernanda Evangelista vem se destacando por um diferencial que complementa a própria beleza: mais de 50 tatuagens espalhadas harmonicamente pelo corpo.

A primeira delas, um "V" do signo de Virgem, quase foi feita em uma loja do Japão, onde a modelo passava a primeira temporada de trabalho longe do Brasil. Só não conseguiu porque, na época, tinha 18 anos e o país só permitia tatuar maiores de 20 anos.

– Hoje, parei de contar quantas já fiz porque já passei da 40ª – revela.

Nessa década de desenhos pelo corpo e viagens pelo Exterior, a modelo engordou cerca de 15 quilos comendo pizzas e sanduíches, o que não a afastou das passarelas do Japão, onde trabalhou com Issey Miyake. Fernanda ainda desbravou a Austrália e trabalhou com uma agência de modelos.

Em 2004, de volta ao Brasil, casou-se e fez vestibular para Biblioteconomia na UFRGS. Hoje, aos 27 anos, divorciada, mora em Porto Alegre, estuda Museologia e segue sendo destaque em editoriais de moda.

– Quando senti que a carreira estava adormecida, vi que tinha alguma coisa errada. Voltei para o casting de agência grande e estou trabalhando muito – comemora.


::: Ana Paula Smolinski

Falando por telefone direto de Tel-Aviv, em Israel, a menina que, na época da matéria publicada pelo caderno Donna, trabalhava em uma confeitaria em Alvorada para juntar dinheiro para a primeira temporada no Japão, hoje estuda hebraico e concilia o trabalho de modelo no Exterior.

Há três anos, Ana Paula Smolinski foi modelar longe de casa e perto do namorado, um israelense, porque se apaixonou pela tradição do país.

– Vi o amor que eles têm pela nação e adorei. O povo é lutador, batalham pela própria terra e a religião é linda. Decidi ficar aqui – conta.

Devido à agenda apertada da vida de modelo, que nessa década a presenteou com viagens a trabalho pela Europa, desfiles para Chanel e capa da Vogue japonesa e editoriais de moda para Elle e Marie Claire, a modelo não chegou a terminar o colégio, mas pretende encontrar tempo para, no futuro, estudar.

– Falo inglês com todo mundo aqui. Como escolhi este país, tenho de investir no idioma deles – diz.


::: Gabrielle Brust

Para ela, a carreira foi curta. Durou três anos e nada de ressentimentos. Gabrielle Brust foi finalista do Supermodel em 1997, foi morar em um apartamento em São Paulo, fez uma capa da revista Capricho, alguns desfiles e voltou para Porto Alegre. Decidiu largar a carreira e as apostas de que poderia ser uma grande modelo porque não queria abandonar o colégio.

– Eu gostava muito da profissão, mas fazia por hobbie. Tive de optar entre a carreira e os estudos e decidi fazer Hotelaria em Canela. Já foi sondada para alguns trabalhos, mas há uma exigência do mercado de ser muito magra. Preferi ter mais saúde e acabei fazendo alguns trabalhos que surgiam por aqui – explica a jovem.

Atualmente, feliz pela opção que fez, a jovem de 24 anos convive com pistões e motores de carro, artigos que pertencem ao dia a dia dela porque atua na área de marketing da empresa dos pais. Para incrementar o conhecimento, cursa Administração de Empresas e tem no currículo experiência em administração hoteleira e o trabalho em hotéis e eventos.


::: Renata Picolli

No fim do ano, quem contratar uma arquiteta recém-formada para fazer algum projeto de loja ou de restaurante poderá se deparar com a modelo Renata Piccoli. A menina que tinha o objetivo de participar da seleção do então Morumbi Fashion no ano 2000 tem hoje 25 anos e se prepara para o último ano de faculdade.

Até chegar à decisão de voltar aos estudos – tarefa que exigiu abrir mão das viagens como modelo –, a jovem passou por alguns desafios. O primeiro foi viajar para o Exterior pela primeira vez sem os pais.

– Foi engraçado porque eu não tinha medo. Mas quando cheguei lá me dei conta de que estava sozinha – lembra a modelo, que chegou a morar com brasileiros para diminuir a saudade do país.

Depois do primeiro trabalho fora, veio uma temporada de quatro anos em Nova York, Paris, Japão e Milão, além dos trabalhos em São Paulo. Na época, também fez desfiles de Chanel e Valentino no Japão e foi fotografada para revistas como Elle e Marie Claire.

– As viagens marcaram muito. Conhecer outras culturas e novas pessoas são experiências que só este meio te dá – diz Renata.

Trabalhando hoje em ritmo mais tranquilo, a modelo é contratada da Super Agency, mas pensa em ir além nos estudos: quer ser mestre ou fazer uma especialização.


::: Joyce Buttenbender

Ela nem havia chegado à maioridade quando deixou a casa dos pais para viver em São Paulo o sonho de modelo. Há 10 anos, Joice Büttenbender se preparava para participar dos castings do extinto Morumbi Fashion, tinha planos para fazer desfiles do prêt-à-porter do Japão e de Milão e, com o passar dos anos, foi descobrindo uma carreira para lá de promissora.

Desfilou em diversas semanas de moda de grandes centros do Exterior, trabalhou com grandes fotógrafos, como Michel Comte – para a Vogue italiana –, morou em lugares como Nova York, Chile, África do Sul, Japão, Alemanha, Espanha, Portugal, Itália e Grã-Bretanha, visitou cerca de outros 15 países a trabalho e conheceu gente de todo o mundo - inclusive o namorado, um "gringo", como diz a jovem.

– Aprender a se comunicar no Exterior, aprender a fazer minhas refeições, cuidar bem do dinheiro e claro, lidar com o ego e a inveja das pessoas num mundo que vive de imagem, foi o mais difícil – revela Joice.

Contratada pela Ford, a modelo de 26 anos vive atualmente em São Paulo e, desde o ano passado, está envolvida com produção musical. Deseja seguir no ramo da música e tem planos de trabalhar com produção executiva de fotos e filmagens.

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