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06/02/2010 | 11h10

Conheça os riscos de um parto domiciliar

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Conheça os riscos de um parto domiciliar Salmo Duarte/
Foto: Salmo Duarte

A supermodelo Gisele Bündchen não apenas despertou atenção por ter tido o filho na banheira, mas também por escolher fazer o parto em casa. A ideia é ficar mais à vontade, longe do ambiente impessoal dos hospitais. Uma decisão que muitas vezes causa polêmica.

Os médicos temem que a distância da aparelhagem médica adequada pode ser determinante caso haja complicações. Para o ginecologista e obstetra Marcos Rosa, do Hospital Moinhos de Vento, mesmo que a gravidez tenha corrido de maneira tranquila até o nascimento, é sempre bom estar prevenido.

– Qualquer complicação em um parto pode ter consequências muito sérias para a saúde da mãe e da criança. Quando não há uma estrutura hospitalar por perto, esse risco aumenta ainda mais. Nos casos mais graves, pode até mesmo levar à morte – alerta o médico.

Mas se os partos em casa não são tão seguros como nos hospitais, o que se pode fazer para torná-los mais agradáveis e humanos? Para Sérgio Martins Costa, obstetra dos hospitais de Clínicas e Mãe de Deus, a melhor opção seria mudar o ambiente hospitalar, tornando-o mais agradável, onde a mulher possa ficar o tempo necessário até o nascimento sentindo-se confortável.

– Outra boa opção são as casas de parto que ficam ao lado de hospitais. Lugares feitos com um conceito bem humano. Assim, une-se o melhor de cada opção: conforto e segurança – entende Costa.


Os riscos do parto domiciliar

::: Quando ocorre a falta de oxigênio do bebê. Nesse caso, a criança precisa ser retirada rapidamente, um procedimento de risco que precisa de estrutura apropriada.
::: Se a mãe sofrer uma hemorragia intensa, o médico precisa ter condições para intervir e interromper o sangramento.
::: Descolamento prematuro de placenta é grave. Quando ocorre, o índice de mortalidade chega a 80%. Longe dos hospitais, o risco pode ficar ainda maior.
::: O bebê pode enfrentar dificuldade para sair. Nesse caso, os médicos devem agir rápido e até mesmo optar pela cirurgia.

Quando é hora de cesárea

:::
Pacientes que já passaram por duas cesarianas precisam evitar partos naturais. As cirurgias são sempre recomendadas nesses casos.
::: Quando o bebê está sentado, o parto vaginal tende a ser complicado.
::: A gestação de gêmeos com apenas uma bolsa também é arriscada. Deve-se fazer cesariana.
::: Quando há desproporção entre o tamanho da mãe e o do bebê, é preciso realizar cirurgia, para evitar lesão na mulher ou na criança.
::: Quando a paciente tem alguma doença grave, como problemas cardiovasculares.

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