Versão mobile

10/09/2009 | 09h30

Bula de remédio muda para facilitar leitura

Laboratórios têm prazo até 2011 para cumprirem normas da Anvisa

Enviar para um amigo
As mudanças nas bulas de medicamentos foram anunciadas ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a resolução publicada no Diário Oficial da União, as orientações sobre o uso de medicamentos deverão vir com letras maiores e organizadas por perguntas e respostas. Os laboratórios farmacêuticos devem se adequar totalmente às determinações até 2011.

De acordo com a Anvisa, todas as bulas deverão ter tamanho de letra 10, não podendo estar condensadas ou expandidas. Há também regras para o espaçamento de letras e linhas. Pessoas com deficiências visuais terão direito a bulas com letras maiores, em meio magnético, óptico e eletrônico e até em braille, desde que solicitem. Os consumidores com alguma deficiência também poderão requisitar aos serviços telefônicos ou de atendimento dos fabricantes que leiam as orientações sobre o remédio.

As informações deverão estar organizadas de forma mais clara e conter perguntas e respostas para facilitar a compreensão, o que não era obrigatório nas bulas antigas. Segundo a Anvisa, serão duas bulas: uma para o usuário, outra para o profissional de saúde. O medicamento vai trazer somente a bula para o paciente, mas as duas estarão disponíveis no site da agência (www.anvisa.gov.br/)

– A ideia é que se tente diminuir ao máximo a confusão e, no caso de o paciente precisar de uma orientação, a bula seja de fácil compreensão – disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo.

Determinações esclarecem pacientes e reduzem riscos

A norma publicada no Diário Oficial traz nove perguntas que devem constar nas bulas, para que o paciente não fique com dúvidas. As perguntas terão de ser escritas em letras maiúsculas e em negrito.

Informações sobre a idade mínima do paciente que usará o remédio deverão estar mais claras. As bulas só poderão conter informações sobre o medicamento que acompanham. Pela norma antiga, um mesmo documento poderia tratar sobre as diversas apresentações do remédio, caso ele viesse em forma de comprimido e xarope, por exemplo.

Além disso, a partir de agora, as orientações dos remédios genéricos e similares deverão conter informações semelhantes às apresentadas nas bulas dos medicamentos de referência. Elas também terão de avisar se o remédio pode potencialmente provocar doping em atletas, de acordo com a norma do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Dirceu Raposo disse que os preços não subirão com as mudanças.

O prazo para as empresas se adequarem começou a contar desde ontem. Elas terão 30 dias para disponibilizarem as orientações via telefone e em nove meses, as novas bulas deverão estar disponíveis. Até 2011, todo o processo deverá estar concluído.

:: Clique aqui e confira o que muda

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros