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11/07/2009 | 15h40

Gestantes devem ficar alertas para sintomas de gripe

Médico deve ser procurado ao menor sinal de febre

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Gestantes devem ficar alertas para sintomas de gripe Divulgação/
Em tempos de gripe A se espalhando rapidamente, gestantes devem redobrar cuidados Foto: Divulgação

Uma gripe forte pode derrubar qualquer um na cama, causa dores pelo corpo e afasta do trabalho ou da escola por uma semana. Para uma mulher grávida, os riscos vão muito além do desconforto. As gestantes são naturalmente mais vulneráveis à ação de vírus e também de bactérias. Os intrusos se aproveitam de uma estratégia que o corpo usa para proteger o bebê no útero. Para não enxergar o feto como um inimigo e não enviar anticorpos para agredi-lo, o organismo coloca o sistema imunológico em marcha lenta. A segurança da criança, porém, vira uma brecha aproveitada pelos inimigos da saúde. Em tempos de gripe A se espalhando rapidamente, o alerta deve ser reforçado.

Com as defesas em baixa, aumentam as probabilidades de complicações respiratórias provocadas pelo novo vírus, como pneumonias, que podem levar a morte em casos extremos.

– O vírus A H1N1 é muito novo e não temos como saber exatamente os efeitos dele sobre as gestantes. Pela história de outras epidemias, sabemos que pode trazer consequências sérias, mesmo que a gestante seja saudável _ ressalta a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e da Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

O bebê também pode nascer infectado pelo vírus ou sofrer alguma consequência pior durante a gravidez. No início da gestação, o aumento da temperatura do corpo da mãe – febre alta – pode provocar má-formação do feto. É muito raro que isso aconteça, mas é recomendado que a mãe procure um médico assim que os sintomas se iniciarem.

– Nos casos de gestantes que tiveram contato com alguém com diagnóstico confirmado de gripe A há uma orientação de já começarem o tratamento com antiviral e impedir que a doença ganhe força – explica Eduardo Becker Júnior, especialista em medicina fetal e professor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

A ressalva, no entanto, é que o novo antiviral não é totalmente seguro, apesar do baixo risco de causar algum tipo de problema no feto. Para a infectologista Rosana, é preciso sempre avaliar a relação entre risco  e benefício, especialmente nos primeiros meses de gestação, antes de prescrever o medicamento.

Para a mãe

:: No início da gravidez, quando a febre chega a 38ºC, o feto começa a correr risco de sofrer malformações. Ao menor sinal de aumento da temperatura corporal, procure um médico.

:: Alguns remédios muito populares não são recomendados para grávidas. É o caso da dipirona e do ácido acetilsalicílico, usados para baixar a febre, e que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

:: Certas vacinas também não devem ser tomadas, entre elas a da febre amarela e a da rubéola. Há o risco de gerarem efeitos adversos, como o aparecimento de sintomas das mesmas doenças que deveriam evitar.

:: Vacinas contra a influenza comum e o tétano são liberadas, mas somente a partir do segundo trimestre de gestação.

:: Cuidados básicos, como lavar sempre as mãos, evitar aglomerações de pessoas e não manter contato com gripados precisam ser redobrados. 

:: Vale ressaltar a importância de estar bem alimentada, proteger-se do frio e não viajar para áreas de risco, como Argentina e Chile.

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