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19/07/2009 | 18h47Atualizada em 19/07/2009 | 19h32

Desabamento em Capão da Canoa: prefeitura diz que vai aumentar a fiscalização em obras

Pego de "surpresa" com o fato, vice-prefeito pretende propor lei para exigir vistoria em prédios antigos

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Desabamento em Capão da Canoa: prefeitura diz que vai aumentar a fiscalização em obras  /
Quatro pessoas morreram no desabamento em Capão da Canoa Foto: zerohora.comgaleria de fotos
Após o desabamento em uma obra sem licença em Capão da Canoa, no litoral norte gaúcho, que deixou quatro mortos e um ferido, neste domingo, a prefeitura do município promete aumentar a fiscalização sobre obras.

O vice-prefeito Alzemiro Pereira Raupp (PPS) admite que não sabe se foi pedida uma licença para a obra que estava sendo feita nos fundos do Edifício Santa Fé, na Avenida Beira-Mar, 1.479.

— Esse acontecimento não vai abalar a nossa construção civil em Capão da Canoa porque foi um caso isolado em um prédio antigo. A gente sente pelas pessoas que perderam a vida mas, com certeza, vamos tirar uma lição dessa tragédia e criar uma forma de aumentar as vistorias nas obras mais antigas do município — diz ele.

— Vou conversar com o prefeito (Amauri Magno Germano, do PT) e vamos fazer um projeto de lei para que todas as obras com mais de cinco anos sejam vistoriadas pela prefeitura. Vamos fazer uma varredura para evitar outros problemas — completa.

Confira gráfico:



Segundo ele, nesta segunda-feira engenheiros da prefeitura vão retornar ao prédio, construído em 1982, para continuar a perícia que começou a ser feita neste domingo por uma equipe do Instituto-Geral de Perícias.

— Pequenos detalhes como troca de reboco e pintura não precisam de licença. Temos de ver com calma o que foi feito no local — explica o vice-prefeito.

O secretário de Obras e Infra-estrutura, arquiteto Tupi Feijó, já havia confirmado que as obras realizadas até agora no edifício não tinham licença. Ele diz que a perícia vai verificar se esse licenciamento era necessário, já que autorização municipal não é imprescindível para pequenos consertos:

— O certo é que a empresa já estava trabalhando, há marcas nas colunas que indicam que aquilo foi mexido. Vamos ver se a profundidade exigia licenciamento.

A imobiliária que administra o prédio, a Contamec, e o empreiteiro que realizou reformas, Selino Cardoso (da empresa Quadros e Cardoso Ltda.) interpretam que não era necessária licença para efetuar os consertos no prédio. Licenciamento na prefeitura, acreditam os responsáveis pelo prédio, só se as obras fossem estruturais.

As vítimas

Simone Celiberto, 31 anos, e seu filho Rodrigo Celiberto dos Santos, cinco, o síndico Joel Dieter, 57, e a mulher dele, Marisa Preussler, 55, morreram no desabamento.

Confira reportagem na TV COM:



Confira a localização do prédio:


Visualizar Quatro pessoas morrem em desabamento parcial de prédio em Capão em um mapa maior

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Comentar esta matéria Comentários (11)

Alceu

Administradores de condomínios: parem de contratar empreiteiras sem responsável técnico. Vocês têm responsabilidade por quem elejem.

20/07/2009 | 01h55 Denunciar

Jose da Silva

É lamentavel a perda de vidas. O sr. Vice prefeito deveria também incluir no seu projeto de lei um tempo para conclusão de prédios para não termos casos como um que existe na av. Ararigboia em frente ao Adamati que está a mais de 10 anos inacabado com toda a sua estrutura exposta e sendo corroida pela maresia. Só darão atenção para esses fatos quando acontecer uma nova tragédia.

19/07/2009 | 23h51 Denunciar

RODRIGO

O CREA não fiscaliza essas obras? O CREA não se posiciona? O CREA só tem um posicionamento no momento de cobrar a mensalidade dos associados? PARA QUE SERVE O CREA?

19/07/2009 | 22h48 Denunciar

jorge lionço

eh lamentavel que os senhores politicos so se acordem depois que uma tragedia acontece.joel sempre esteve nas minhas conversas sobre bons amigos.

19/07/2009 | 22h42 Denunciar

vera

Bem... fica a pergunta,cadê o CREA? Esse orgão deve fiscalizar as obras de qualquer natureza,toda intervenção de engenharia precisa de um rofissional.engº ou Arq.e claro de uma ART.

19/07/2009 | 22h41 Denunciar

Douglas Tondin de Oliveira

Continuação... Bom, quando notei que o prédio não estava mais lá, onde sempre a gente era acostumado a ver pela garagem, corri em direção ao meu calçado dentro de casa e fui o mais rápido que pude em direção ao predio ao lado. Notei que estava intacta a parte da frente e entrei com tudo para tentar ajudar alguém - péssima idéia em uma situação assim -.Notei que havia só muita poeira, nada se via lá embaixo da metade inteira. Sai de lá e liguei muito nervoso para o socorro. Obrigado

19/07/2009 | 22h00 Denunciar

Douglas Tondin de Oliveira

Olá. Sou Douglas Tondin,tenho 21 anos, vizinho do Edificio Santa Fé que desabou em parte na madrugada de domingo, dia 19 de julho. Chegavam eu e minha namorada da Festa do Peixe de Tramandaí. Chegamos instantes antes do acontecido, cerca de 5 min. Quando entramos em casa, tiramos os calçados e logo aconteceu um tremor enorme, achei que nossa janela iria quebrar com a força do estouro. Ouvi vidros quebrados junto com gritos de pavor. Fui até a garagem e notei que o Predio ao lado não existia mais

19/07/2009 | 21h52 Denunciar

Ricardo

Lamentável que tenham sido necessarias mortes para que as autoridades de Capão da Canoa tenham se dignado a "fiscalizar" a construção civil desenfreada daquela cidade.

19/07/2009 | 21h43 Denunciar

Mauro

Como sempre nossos políticos dizem que irão aumentar a fiscalização após as tragédias.Mas com certeza, eles irão iniciar as fiscalizações, porque não queiram enganar o povo dizendoq ue fiscalizam, pq não o fazem. Cobrar impostos todo governo faz,mas fiscalizar obras, só depois das tragédias. Estes são os políticos do Brasil, eles são a vergonha nacional.

19/07/2009 | 20h56 Denunciar

ATILAR GILBERTO JUNIOR

Este episódio ocorrido é extremamente lamentado por toda comunidade caponense e também por todos aqueles frequentadores deste aconchegante balneário gaúcho. Certamente estamos todos consternados, principalmente pelas famílias que de certa forma, foram dizimadas trágicamente. Percebe-se a irresponsável omissão de todos órgãos fiscalizadores e também fica muito claro que trata-se de um fato isolado, haja vista que a construção civil deste município é de altíssima qualidade. A cidade possui excelentes profissionais, sem sombra de dúvidas. A partir de agora, torçamos para que apurem-se os responsáveis pela tragédia, para que episódios como este não se repitam mais.

19/07/2009 | 20h31 Denunciar

emilio tedesco

Há muito tempo a especulação imobiliária faz besteira em Capão da Canoa, esse é o inicio de muita coisa que ainda vai acontecer na praia dos novos """RICOS""", e a sociedade fica só vendo....

19/07/2009 | 19h31 Denunciar

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