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03/07/2009 | 11h02

Crise tirou mulheres do mercado de trabalho

Informação foi divulgada em estudo do Ipea

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A crise econômica global fez o desemprego crescer mais entre os homens do que em relação às mulheres, mas obrigou muitas delas a abandonarem o mercado de trabalho, segundo um estudo divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com o levantamento, o número de homens desempregados no Brasil cresceu 24% entre setembro de 2008, quando a crise se agravou, e abril deste ano. O número de mulheres desempregadas cresceu menos da metade (11,2%) no mesmo período, de acordo com o Ipea.

Para os analistas do instituto, essa diferença corresponde ao fato de que os setores mais afetados pela crise no Brasil foram a indústria e a construção civil, que tradicionalmente empregam mais homens do que mulheres.

No mesmo período, foi registrada uma redução de 3,1% no número de mulheres empregados, frente a uma baixa de 1,6% no número de homens ocupados, o que indica, segundo o Ipea, uma diminuição da presença feminina na força de trabalho. Da mesma forma, houve crescimento de 8,9% no número de mulheres ocupadas, mas sem remuneração, e uma queda de 13,7% no número de homens ocupados, sem remuneração.

– Uma das hipóteses para explicar essa situação é que as mulheres que antes estavam empregadas, desempregadas ou inativas reforçaram empresas familiares, talvez para substituir trabalhadores demitidos, na condição de colaboradoras sem salário – segundo o estudo.

Mesmo com o desemprego mais forte entre os homens, a pesquisa diz que "a população economicamente ativa do Brasil ficou mais masculina, o que reverteu uma tendência ao aumento da presença feminina no mercado de trabalho", já que eles estão buscando se recolocar.

Segundo as estatísticas oficiais, o desemprego no Brasil aumentou de 7,6% em setembro do ano passado, antes do agravamento da crise, para 8,8% em maio deste ano. A perda de empregos cresceu especialmente no setor industrial, o mais afetado pela crise no país devido à queda das exportações e do crédito.

Comentar esta matéria Comentários (1)

JôPOA

Há coisas que não dá para entender mesmo é a maneira como se distorcem as coisas: os dados estatisticos mostram uma coisas e fazem uma força danada prá se publicar outra. A crise está feia pra todo mundo, e ficam jogando com genero (masculino /feminino). Qualquer hora vão levar para o lado racial tb. Jornalismo barato, midia ineficiente, analistas mediucres e propostas desinformativas.

05/07/2009 | 18h48 Denunciar

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