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11/04/2009 | 03h06

Estudante se diz parda, mas UFSM discorda e cancela vaga

Matrícula foi cancelada em menos de um mês de ano letivo

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Estudante se diz parda, mas UFSM discorda e cancela vaga Frnacieli Rebeletto, especial /
Aprovada em Pedagogia, estudante (E) vai tentar recuperar sua vaga na Justiça Foto: Frnacieli Rebeletto, especial
A permanência de Tatiana Oliveira, 22 anos, dentro da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), depois da aprovação no vestibular 2009 para o curso de Pedagogia, não durou um mês. Ela começou o ano letivo no dia 9 de março e, na terça-feira passada, foi comunicada que sua matrícula foi cancelada. No centro da discussão para a perda da vaga, está o sistema pelo qual ela foi aprovada: ela se inscreveu como cotista afro-brasileira.

Logo depois da aprovação, Tatiana entregou os documentos que a UFSM exige dos futuros alunos. No caso dos cotistas afro-brasileiros, é necessária uma autodeclaração do aprovado dizendo que é negro ou pardo. Tatiana fez o que foi pedido e começou as aulas normalmente. A surpresa veio no dia 18 de março, quando ela foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.

Segundo Tatiana, na reunião estavam sete pessoas, três negras. Por alguns minutos, eles a teriam questionado sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o porquê da opção pelo sistema de cotas. Tatiana, filha de branca e pardo e neta de negro, respondeu:

— Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade — diz Tatiana.

Depois da entrevista, ela foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula foi cancelada. A decisão revoltou Tatiana e sua mãe, a técnica em Enfermagem Adriana Oliveira.

— O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém aqui usou de má fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito, agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça — indigna-se Adriana.

Para pró-reitor, Tatiana nunca se considerou parda

Conforme o pró-reitor de Graduação, Jorge Luiz da Cunha – que assina os documentos de cancelamento de vaga –, nos casos em que há dúvida sobre o que o aprovado declarou – em qualquer uma das modalidades de cotas: afro-brasileiro, estudante de escola pública, portador de deficiência ou indígena –, ele pode ser chamado depois de já estar cursando a faculdade. Esses alunos são submetidos a uma entrevista com representantes da Comissão de Implementação e Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social da UFSM.

No caso de Tatiana, a avaliação da comissão é que a estudante nunca se considerou afro-brasileira.

— Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua família, e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse “parda”. Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão, que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela não se sente participante desse grupo — destaca Cunha.

Segundo ele, outros alunos, neste ano e no ano passado, quando o sistema de cotas da UFSM foi implantado, já tiveram suas vagas canceladas em função de não conseguirem comprovar sua condição. Outros processos estariam em andamento. O pró-reitor não soube precisar quantos casos de cancelamento já ocorreram. No mesmo dia em que Tatiana foi avaliada, outros oito foram chamados para entrevista.

Na segunda-feira, a família de Tatiana pretende ir ao Ministério Público Federal para tentar reaver a vaga.

— Tudo o que eu quero é que isso seja resolvido e que eu consiga minha vaga de novo — desabafa Tatiana.

Comentar esta matéria Comentários (36)

Juliano

Concordo com a Jaqueline, não existe etnia parda e sim negra, entretanto, pardo é a pessoa nascida da relação entre um branco e um negro por exemplo. Não importa a cor da pele da pessoa, pois, afrodescendente é aquele que descende de um negro, é filho, neto, bisneto, etc... A pessoa pode ser de cor branca e ainda ser afrodescendente.

29/06/2009 | 12h07 Denunciar

Mariana

Jaqueline, o preconceito ñ é exatamente de quem não é negro. O q acontece é q se 1 ñ negro fala "negro" é racista,se fala "afrodescente" é racista.Qualquer coisa passou a ser racismo.Como se sentir a vontade se sempre há qm procura racismo em tudo? A cota é pra afrodescente, o q ela é, ponto. A confusão foi toda feita porque as cotas por si só são racistas. E pra quem chama a menina de oportunistas, por favor. As cotas foram instituídas, ela tem direito e aproveitou. Nada mais justo.

21/04/2009 | 21h23 Denunciar

Jaqueline

Assisti a reportagem da Tatiana ontem na TV. Achei lamentável. A cota é para negros. A mãe e a menina nem conseguiram pronunciar a palavra NEGRO na televisão. Elas diziam "pardo" como se dizer "negro" fosse uma forma de ofensa, assim como os não-negros pensam que é. O primeiro passo para querer ser cotista é se aceitar. Pelo que percebi ela não se aceita. Quer uma vaga? Vá na frente das câmeras e diga: "EU SOU NEGRA!",não "eu sou parda". Parda? Que etnia é essa? Sinto muito, mas não convenceu...

14/04/2009 | 11h04 Denunciar

Janaina

...temos ainda um longo caminho, onde a denúncia das irregularidades e a participação ativa da comunidade envolvida devem ser constantes. O exemplo de acontecido com Tatiana nos alerta para isso, para a necessidade de diálogo e reflexão em cima das falhas para que se chegue cada vez mais próximo do ideal.

13/04/2009 | 10h41 Denunciar

Janaina

As falhas, apresentadas na tentativa de implementação do sistema de cotas nas Universidades, são passos que fazem parte do caminho de aplicação de qualquer projeto político na sociedade, elas sempre irão existir. No entanto, a partir do momento em que elas começam a aparecer, precisam ser, assim como o projeto todo e sua forma de aplicação, revitos e repensados. Sou a favor da política do cotas e tenho consciência de que até chegarmos a forma ideal do projeto e sua respectiva aplicação...

13/04/2009 | 10h33 Denunciar

carlos pinto

(cont) e vai trabalhar melhor o assunto da negritude com seus alunos do que muitos professores negros que nem pensam em trazer este assunto para a escola. A primeira questão é assimir-se, o que a aluna já fez até por escrito. O que a Comissão não pode fazer é juízo de valor subjetivo sobre a possível existência de uma consciência afro. Esta mesma comissão já se questionou a partir de que momento enxergou sua cor? E os brancos que apoiaram Malcon X, Luther King, e apanharam dos Panteras Negras?

11/04/2009 | 18h22 Denunciar

carlos pinto

Após ler os comentários retomo aqui a palavra para criticar estas meninas que escreveram e ridicularizaram a aluna, mandando-a estudar mais! Ora meninas, já conhecia a força preconceituosa das mulheres contra mulheres, mas vejo que a coisa é simplesmente uma guerra mesmo. A quastão da Compensação é meritória sim. Pois somente quem acerta considerável número de questões pode disputar as vagas, mesmo as cotas. se a aluna passou é por que tem competência e vai trabalhar melhor o assunto da (cont)

11/04/2009 | 18h18 Denunciar

elias berselli

À noite, todos os estudantes são pardos.

11/04/2009 | 17h40 Denunciar

Nilda

Esta menina é uma oportunista. Quer os seus 15 minutos de fama. Minha filha é negra, filha de negros, neta de negros e CAPAZ, entrou para a faculdade por mérito sem se valer de cotas. Estudou!!! Está entre as três melhores notas dos dois cursos que faz, tem inclusive bolsa integral em um dos cursos que conseguiu por ter tirado o primeiro lugar no vestibular e no primeiro semestre da faculdade!!!! Ganharia mais esta moça se estivesse estudando para ser aprovada e entrar pela porta da frente!!!

11/04/2009 | 17h40 Denunciar

Letícia

Aqui está valendo a "Lei de Gérson" a estudante quer ser parda apenas quando lhe convém...assim fica fácil, por favor mantenham a determinação, a existência já é uma discriminação mas valer apenas no momento do vestibular é piada. Ou é preta/parda sempre ou nunca. Ou sentiu discriminação/coonstrangimento ou não se constrangeu!!!!!!!!!

11/04/2009 | 14h54 Denunciar

Melissa Alemida

Já começamos a ver as injustiças do sistema de cotas. Para mim ela não deveria entrar pelo sistema de cotas. Então, no mei caso também deveria entrar por ai, pois me avó era uma mistura de branco com indio. Cada vez estou menos de acordo com este sistema de cotas. A entrada na universidade deve ser para gente que está preparada, que quer estudar.

11/04/2009 | 13h09 Denunciar

sonia louzada

pra mim este tipo de cota mostra o maior preconceito, pois se a pessoa e preta ou parda ela é discriminada, isto para mim é uma idiotice, pois se são diferenciados para conseguir algum tipo de beneficio obviamente são discriminados, dai não se sentem humilhados, que palhaçada, é só estudar que não precisariam de cotas

11/04/2009 | 10h26 Denunciar

Leomar Dagagny

Se ela nunca havia sofrido por isso agora sofreu, e justamente no local onde não deveria. Sempre achei essas COTAS um preconceito, acredito que em nosso pais devido a misturas de etnias ninguém e´ branco, querem vagas? Vão estudar...

11/04/2009 | 10h26 Denunciar

carlos pinto

(continuação) Pois está condicionada ao ponto de vista retrógrado do negro escravo, do negro submisso, do negro que apanha calado e que seria então o foco das cotas. Nem na Bahia, há tantos negros retintos assim, se for esta a questão. Nem na Bahia, a questão da negritude é tão assumida assim, haja vista a declaração de religiosidade demonstrada pelo IBGE. Este assunto deve ser mais polemizado sim, ou nós, pardos, teremos que propor uma terceira via? E os quase pardos? E os bronzeados? E tu?

11/04/2009 | 10h19 Denunciar

carlos pinto

(continuando) Aliás, pela minha própria condição de pardo, sempre que trato do assunto da negritude com meus alunos. Os mais negros me olham com desdém, e mesmo a Comissão do Negro em Porto Alegre já me perguntou o que eu fazia em uma de suas reuniões. Será que preciso manter um cabelo e roupas "afro" comissão. O fato da autodeclaração, legalmente, já determina a condição aceita pelo indivíduo. Tanto é que nem atestados de pobreza hoje em dia são mais necessários. a comissão precisa reciclar-se.

11/04/2009 | 10h13 Denunciar

carlos pinto

Vou começar com uma brincadeira: "Se esta moça não é parda, então eu sou alemão!". Digo isto por também ser filho de um pai negro capixaba, filho de ex-escravos, que não gostava de ser assim mencionado. acredito que pelas diversas situações de preconceito que sofreu e também por isto não impedir que tivesse uma profissão ou que fosse cidadão. sou Especialista em Direitos Humanos e o que esta comissão está fazendo é assumir papel que brancos colonizadores perpetuaram no Brasil.

11/04/2009 | 10h07 Denunciar

Luiz F. S.

Onde fomos parar? O racismo legalizado! Se eu for verde claro não tenho direito, mas se for verde escuro... Sugestão aos futuros candidatos racistas: vão à praia e se torrem ao sol antes do início das aulas: pode ser a garantia de vaga... Aonde chegamos!

11/04/2009 | 09h54 Denunciar

Luis

É revoltante! O racismo institucionalizado no Brasil! O movimento negro decidindo quem pode entrar na Universidade.

11/04/2009 | 09h54 Denunciar

Marcelo

Se estidasse um pouco a mais e nao tivesse tirando vamtagem de leis que em parte aumentao o racismo, nao precisaria estar passando por isso!

11/04/2009 | 09h50 Denunciar

P@ulo

Está claro que o Movimento Negro segue, com apoio da UFSM, os passos dos nazistas que pretendiam a raça pura eliminando ou escravizando (prática comum ainda comum na África) as demais (incluindo os impuros), isto lembra também quem produz animaizinhos de estimação de raça (poodle, cocker...) para participar de concursos que examinam a “pureza” do animal. É algo simplesmente nojento!

11/04/2009 | 09h34 Denunciar

cotas? deveria ser até 1888!

esse sistema obsoleto e ridículo de cotas, alimenta o preconceito. Se todos são iguais na constituição, que sejam iguais em tudo. Cotas é resultado de uma equipe política que age de forma emotiva e atrasada, como se fosse recuperar algo perdido. Todos já ganharam o direito de igualdade, por que insistirem nessa desigualdade de cotas?

11/04/2009 | 09h08 Denunciar

João Paulo

Parda ela???? Ela é mais branca do que eu e nunca me considerei " pardo" para almejar as coisas que eu quero...o que falta para esta menina é vergonha na cara...estude bastante, refaça o vestibular e passe e só assim mostre que as pessoas " pardas" não precisam de privilégios a mais do que os outros...sou " pardo" e concordo com a decisao da Reitoria da UFSM, caso contrário, haverá uma banalização da distinção racial nos vestibulares....

11/04/2009 | 08h56 Denunciar

dnirros

O CERTO E NAO TER ESTAS TAIS COTAS RACIAIS ISTO FAZ COM QUE O NEGROS SE CINTAM MAIS NEGROS E DIFERENTES CAUSANDO DISCRIMINACAO ENTRE ELES MESMO OU VC E NEGRO OU VC E BRANCO ESTE NEGOCIO DE PARDO, CHOCOLATE,MORENO CLARO, NAO DEVERIA DE EXISTIR ESTAS COTAS TODOS DEVERIAM DE SER AVALIADOS PELO SEU RECORD ESCOLAR MINHA COLOCACAO NAO E DISCRIMINATORIA

11/04/2009 | 08h56 Denunciar

Marco Gaúcho

Essas discussões vão ser cada vez mais frequentes daqui prá frente. A reserva de vagas para "afrodescendentes" e outras minorias, vai acirrar cada vez mais a discriminação contra essas minorias. A sociedade vinha evoluindo, e com o aumento progressivo da renda das pessoas, de um modo geral, vinha incluindo as minorias sem problemas. O que o governo conseguiu foi despertar um sentimento discriminatório que cada vez mais vai se acentuar. Viva a guerra racial patrocinada pelo "oficialismo"...

11/04/2009 | 08h40 Denunciar

Patrícia

É isso que dá inventarem esse sistema de cotas. Cotas para quem vem de ensino público é uma coisa, outra coisa é cotas por cor!Se negro é pobre pq faltaram oportunidades, que entrem no filão das cotas p/ o ensino público então. A menina disse que não lembra de ter sofrido preconceito, mas reivindicou entrar como parda pq estão dando essa oportunidade aos pardos... avisem a ela que agora sim ela está sofrendo autopreconceito!

11/04/2009 | 08h40 Denunciar

Leir Amaral

A politica de cotas que tem por finalidade corrigir ou compensar distorções socio-históricas de acesso ao ensino em todos os níveis, tornasse injusta quando a condição para esse favorecimento é étnico. Nasci e me criei em um lugar onde os meninos pobres que joavam pelada juntos tinha apelidos como, alemão, indio, placo, o nego leco e sempre escilheram seus times pela pessoa e nunca pela cor. Só estamos conhecendo isso agora.

11/04/2009 | 08h38 Denunciar

Pati

Sem comentários... Se ela é parda eu tb sou pq temos a MESMA COR DE PELE! Ela que faça o PROUNI!

11/04/2009 | 08h16 Denunciar

Maria Isabel

Parabéns à Universidade de Santa Maria! Se todas as universidades cumprissem a lei desta forma, analisando-a como uma ação afirmativa, não estaríamos vendo os absurdos que acontecem por aí. A lei não protege simplesmente pq a pessoa é parda, negra, etc, mas, sim, por ser uma ação de política pública de caráter compensatório que visa reduzir os efeitos de um passado histórico discriminatório, e se a estudante nunca sofreu os reflexos disso, é claro que nao pode estar protegida pela lei.

11/04/2009 | 08h15 Denunciar

Maria Isabel

Parabéns à Universidade de Santa Maria! Se todas as universidades cumprissem a lei desta forma, analisando-a como uma ação afirmativa, não estaríamos vendo os absurdos que acontecem por aí. A lei não protege simplesmente pq a pessoa é parda, negra, etc, mas, sim, por ser uma ação de política pública de caráter compensatório que visa reduzir os efeitos de um passado histórico discriminatório, e se a estudante nunca sofreu os reflexos disso, é claro que nao pode estar protegida pela lei.

11/04/2009 | 08h15 Denunciar

Leir Amaral

Devo confessar que estou estasiado com essa situação, cuja qual sempre povoou meus pensamentos, embora nunca tivesse dividido com ninguém, por medo de ser ridicularizado. Meu pai é negro, assim como sua mãe e minha mãe é branca. Sempre sofri discriminação sim, por não ser branco e também por não ser negro. Sou pobre como a maioria dos negros do Brasil, no entanto se não sou negro nem branco, então o que sou segundo essa politica de afirmação.Sou solidári com tatiana.

11/04/2009 | 08h11 Denunciar

Júlio César Macedo

Na minha opinião, o sistema de cotas, não passa de racismo legalizado. Sugiro um sitema por renda familiar, cujo o objetivo é favorecer o estudante de baixa renda. Discutam, aprimorem e façam crescer a idéia!

11/04/2009 | 07h44 Denunciar

Vanessa

Muito bem, tem que acabar com isso, é um absurdo esse pessoal que não é negro e nunca sofreu nenhum preconceito por isso tirar a vaga de que não tem como usar desse benefício. Na minha opinião as cotas deveriam ser apenas para baixa renda que não tem como pagar por escolas boas ou por cursinho, mas como existem as cotas raciais que sejam usada para quem é negro de verdade e não por quem quer aproveitar e dar o velho jeitinho.

11/04/2009 | 07h40 Denunciar

Marcos A Fonseca

Cotas para negros, mais uma discriminacao criada para resolver a discriminacao racial. Copiaram o sistema americano,lá sim é branco contra negro.NO BRASIL É POBRE CONTRA RICO, Criaram esta palhaçada para conquistar o voto dos negros, negro não é deficiencia, não é coitadinho, me admiro muito do movimento negro embarcar nesta furada. Este tipo de cotas raciais é que geram preconceito. Isto facilita os malandros que não querem estudar.QUEREM ACABAR COM O PRECONCEITO CRIANDO MAIS DISCRIMINAÇÃO.

11/04/2009 | 06h10 Denunciar

Danieli

Palhaçada isso!!! Em primeiro lugar sou contra as cotas, que é do meu ponto de vista a pior forma de racismo; em segundo, terão que fazer um padrão de cor para identificar os pardos e negros?! E os albinos como ficam nesta história? Eles não merecem cotas? kkkkkk...PALHAÇADA!!!

11/04/2009 | 05h12 Denunciar

Marcelo Amorim

E se o candidato for um negro que nasceu e viveu sempre numa comunidade quilombola, sem jamais ter tido contato com brancos? Ele não teria direito a cotas, já que nunca sofreu preconceito racial. Se as cotas são para afro-descendentes, os filhos da atriz Charlize Theron (branca e loira), nascida na África do Sul, por exemplo, teriam direito a ingressar na universidade através delas? Afinal, quais são os critérios utilizados pela universidade???

11/04/2009 | 03h53 Denunciar

Marcelo Amorim

A universidade está utilizando critérios extremamente subjetivos. Se a questão é ter ou não sofrido preconceito, então é preciso que haja cotas para homossexuais, obesos, deficientes físicos, e até mesmo para pessoas consideradas feias pelos padrões médios de beleza da sociedade. A vida do candidato teria que ser investigada para que se averiguasse a existência ou não de preconceito.

11/04/2009 | 03h49 Denunciar

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