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Segurança15/11/2008 | 13h56

Especial ZH: Presídio Central - Uma vergonha revelada

Equipe de Zero Hora é a primeira a percorrer os pavilhões mais degradados da cadeia

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Especial ZH: Presídio Central - Uma vergonha revelada Daniel Marenco/
Em um prédio que nunca foi reformado, celas do pavilhão C são a maior chaga do Presídio Central Foto: Daniel Marenco

Responsável pela segurança da maior cadeia do país, o metódico capitão Ricardo de Souza Rocha, 48 anos, começa a conversa com a equipe de Zero Hora dissertando sobre a aparente tranqüilidade no Presídio Central de Porto Alegre:

— Há quase 4,8 mil presos e, como vocês percebem, temos o total controle da situação. Há quanto tempo não tem rebeliões? Isso ocorre graças ao nosso trabalho...

Um estampido interrompe o capitão.

 

Clique e conheça mais sobre as galerias do Central

Cozinha para uma cidade
Varredura de surpresa
A pior tarefa no Central
Ofício nobre para indignos
Diálogo com “sua excelência”
É no C que o inferno arde


O oficial fixa os olhos em um monitor com imagens de quatro câmeras localizadas em corredores do Central. Nada de anormal. No mesmo tom de voz, retoma o raciocínio:

— Como em turmas de colégio ou nas universidades, acontecem brigas. Nada fora de controle...

Um segundo estampido interrompe novamente o capitão.

 

Clique e assista aos bastidores da visita
aos corredores do presídio


— Acho que estão dando tiros no corredor, capitão – diz um dos interlocutores.

— É. Parece tiro – concorda.

No monitor de Rocha surgem dezenas de PMs armados com espingardas, revólveres, pistolas e cassetetes e correndo pelos corredores. Ouve-se murmúrios.

— Parece que o problema é no Jumbo (cela destinada aos recém-chegados ao Central) – interpreta Rocha.

Um sargento invade a sala impecavelmente limpa e confirma a especulação do oficial:

— Com licença, capitão. Houve um probleminha no Jumbo, mas o GAM (Grupamento de Apoio e Movimentação) foi acionado e está tudo sob controle.

Demonstrando domínio da situação, Rocha contém a tensão.

Um terceiro estampido volta a interromper o capitão.


O oficial, então, decide sair. Veste colete à prova de balas e avisa:

— Vou conferir e já retorno.

A calma dá lugar à apreensão. O chefe da segurança, policial que comanda o contato dos PMs com os presos, retorna minutos mais tarde. Tratava-se de uma ocorrência isolada. Dois jovens, rivais nas ruas, resolveram suas desavenças com socos e pontapés ao se encontrarem na mesma cela.

Para garantir a integridade de ambos e de outros 70 presos, PMs dispararam três vezes com balas de plástico – munição não-letal, usada para conter distúrbios.

— Faz parte da nossa rotina – diz Rocha.

Era terça-feira, 4 de novembro, segundo dia em que a equipe de ZH percorria o mais superlotado cárcere do Brasil. Durante uma semana, foi possível vasculhar galerias dos pavilhões A, F e C, entrar em celas que abrigam 38 pessoas, quando deveriam alojar oito, e entrevistar traficantes, líderes de quadrilha, estupradores e chefes de galerias. Também se presenciou a disposição diária de duas centenas de PMs mobilizados para conter 4,7 mil detentos.

Acompanhe a jornada de ZH pelo Central, uma prisão abandonada há decadas pelo Estado.

 

Em infográfico animado, faça uma viagem pelas galerias do Central


O primeiro contato com o inferno ocorre no plantão 24 horas do presídio. Na manhã de terça-feira, o sargento Vanderlei Chagas Costa, 36 anos, chefe do setor, prevê:

— Temos 90 audiências (presos sairão escoltados e retornarão ao Central), mais os que chegam, os transferidos, os que ganham liberdade... Será um plantão agitado.

Natural de Santana do Livramento, o sargento Chagas e dois soldados conferem os documentos de quem chega ou sai. O movimento é frenético. Entre a 0h de terça-feira e a 0h de quarta, passarão diante dos olhos de Chagas 210 presos, 168 visitantes masculinos (a maioria pais, avôs ou irmãos de presidiários) e 38 advogados.

— Qualquer descuido, alguém pode virar refém – avisa o sargento.

Cumpridas as formalidades, presos trazidos das ruas submetem-se a uma revista.

Com um cassetete na mão direita, onde se lê Dorflex, e um cigarro na esquerda, um soldado anuncia para um recém-chegado:

— Tira os sapatos, a camiseta, as calças e as cuecas. Encosta na parede. Ergue os pés.

— Posso fazer uma ligação? – quer saber o detento.

— Antigamente tinha até orelhão no pátio. Agora, não pode mais – responde.

— Qual o teu artigo? – questiona o PM.

— Porte de arma.

— Primário? Porte de arma? Sai no mesmo dia – complementa o soldado.

Com o recluso já despido e as mãos protegidas por luvas cirúrgicas, o policial ordena:

— Dois agachamentos. Pronto. Agora vira pra parede. Abre a boca. Põe a língua para fora. Solta o cabelo. Pronto. Veste a roupa.

Enquanto o jovem se organiza, regras são despejadas:

— Sabonete branco não entra aqui. Pasta de dente branca, também não (misturados, transformam-se numa massa clara, compacta e espessa, capaz de ocultar objetos em orifícios nas paredes). Roupa verde (semelhante às da Brigada) é proibida. Abrigo com capuz não pode. Se a jaqueta tiver forro, a gente tira.

No corredor, próximo à porta de acesso aos pavilhões, ouve-se um berro:

— Vai passar!

É a senha para informar que presos irão circular pelos corredores. Naquela terça-feira, 15 das 90 audiências ocorreriam pela manhã. Em grupos de seis, os detentos, a maioria de chinelos, bermudas e camisetas esfarrapadas, ocupam uma cela provisória.

— Cruza os braços! – berra o soldado.

Sem algemas, circulam em um espaço delimitado por uma linha amarela pintada no chão, de braços cruzados e cabeça baixa. Quando deparam com mulheres, viram-se de costas para a parede. São normas da casa que, aos poucos, desnudam-se diante dos visitantes. Em frente à cela, outra ordem ecoa:

— Pode abrir, jaleco!

Jaleco são prisioneiros que gozam da confiança da direção, trabalham em serviços estratégicos como abertura e fechamento das grades. Por isso, são malvistos pelos demais.

Do plantão, são levados ao "fundo da cadeia", interrogados por sargentos e, de acordo com suas trajetórias, espalhados pelos pavilhões: integrantes de facções para um lado, primários para outro. Matadores de crianças e estupradores (os chamados Duque 13, numa referência ao artigo 213 do Código Penal, considerados desprezíveis até pelos bandidos) serão apartados.

Entres os foras-da-lei, correm risco de vida. Ex-policiais ficarão num pavilhão imune a animosidades. Neófitos no Central conhecerão o inferno. Os reincidentes descobrirão que, a cada dia, torna-se mais dramática a sobrevivência.

Comentar esta matéria Comentários (26)

maria rosana dos santos

eu sofro de perto o pulgatorio k e o presidio centralja mandei conte sua historia p faustao peço socorro ninguem m ouve,meu maninho nao matou nao roubou,esta la condenado a morrer pq tem convulsao,ja teve pontada dupla,problemas de infecçao na unica vista k tem etc ainda quando levavam ele para infermaria entre aspas eclaro os brigadianos batiam nele,os medicos cobram 1.500,00 para ir la ver ele agora vcs imaginam meu desespero minha mae teve esquemia cerebral e tem k ir la kro prisao domiciliar

19/05/2009 | 12h27 Denunciar

vanessa Bica

Boa noite. Estou acompanhando todas as noticias sobre o pcpa, e como tenho acesso ao local, sei que muitos dos pavilhoes que estão em fase precaria, é pelo fato de que qndo os oficiais fazem revista quebram com marreta para encontrar drogas ou celulares, muitas vezes acredito que seja por maldade. E tratar de uma maneira desumana mesmo, não que preso tenha que estar em hotel 5estrelas. Mas tambem, dessa maneira não iram reeducar a ninguém.

05/05/2009 | 00h05 Denunciar

Janaina Reis da Silva

pOR FAVOR NÃO DEIXEM DE DOCUMENTAR E DIVULGAR O SOFRIMENTO E HUMILHAÇÃO QUE OS PARENTES DOS PRESOS PASSAM NOS DIAS DE VISITA, PRECISAMOS DE ALGUÉM QUE NOS AJUDE A AMENISAR ESSE ABUSO DE ALTORIDADE A QUE SOMOS SUBMETIDOS...SOCORRO!!!!!

23/11/2008 | 23h25 Denunciar

Janaina Reis da Silva

É lastimável vermos tanta crueldade e desrespeito com seres humanos que ao invés de terem uma chance só irão piorar ao sairem desse lugar. Parabéns pela reportagem maravilhosa e gostaria de opinar sobre uma nova pauta que não poderia ficar de fora de maneira alguma, a crueldade que as mães, esposas e filhos enfrentam ao passarem horas e horas de humilhação nas filas de visita do Pres´dio Central, é triste demais...E o pior é que ninguém pode julgar pode pode acontecer com qualquer um de nós essa

23/11/2008 | 23h22 Denunciar

Floriano

Preso tem que ter ocupação. Trabalho forçado mesmo. Bota eles numa fazenda e manda trabalhar. Se não quiser , não come. Ah, um detalhe: da renda que produz 50% para família dele que ficou lá fora passando necessidade e os outros 50% para a família que prejudicou. E ponto final.Sem regalias e subterfúgios legais para livrar o " coitadinho". Se tá lá é porque tá devendo: tem que pagar.

18/11/2008 | 16h35 Denunciar

Carla Vicente Freitas

Sou advogada e durante anos atuei na área do direito penal dentre as tarefas que desempenhava para melhor atender meus clientes muitas vezes me desloquei para o presídio. Há pelo menos três anos não atuo mais nesta área mas sempre me choquei com as condições dentro do presidio. São "apavorantes" as condições que o estado e nós da sociedade proporcionamos aos presos para se "ressocializarem" eu tenho vergonha de ser advogada e cidadã de um estado que nos mostra esta forma de recuperação.

17/11/2008 | 21h29 Denunciar

Acorda, Brasil!

Lendo os comentários postos aqui, a gente bem vê porque somos mesmo de terceiro mundo. As pessoas querem que tudo continue como está porque perderam a noção de HUMANIDADE. Estão na era da lei do Talião, iguais ou piores que os presos e se acham "gente de bem". Idiotas, se perguntam "se é tão ruim, porque voltam pra lá?" Já experimentaram se perguntar: "será que só castigo resolve mesmo?". Hipócritas são vocês, que votam fingindo que se importam, que lêem jornal fingindo que não são neandertais!!

16/11/2008 | 21h59 Denunciar

MARCOS ANDRE OLIVEIRA CONCEICAO

O ESTADO TEM A OBRIGACAO POR LEI DE DAR AOS SEUS APENADOS CONDICOES EM LOCAL QUE SE POSSA RECUPERAR OS QUE COMETERAM CRIMES CONTRA A SOCIEDADE. SE O ESTADO NAO PUDER SUPRIR AS MINIMAS CONDICOES TEM QUE COLOCAR SEUS DETENTOS EM LIBERDADE OU ENFRENTAR UM PROCESSO MILIONARIO QUE SUAS VITIMAS TERAO DIREITO POR LEI EM RECEBER. QUANDO UM CIDADAO E' PRESO POR ASSALTO A MAO ARMADA , O ESTADO SO PODE LHE TIRAR A LIBERDADE E NADA MAIS , AGORA VIVER NESSE LIXO DE PRESIDIO, NAO CONCORDO. NUNGUEM MERECE ISSO

16/11/2008 | 21h21 Denunciar

VILNEI DA ROSA MACHADO

É mais uma reportagem que governo e secretariado irão ler, esperar que a imprensa mude o foco, talvez anunciem algumas medidas futuras, que não serão postas em prática. Faz tempo que é assim acompanho, desde 1993 podem ter certeza que não irá mudar. A única forma de mudar é se acontecer uma tragédia onde morra presos e funcionários. A história do sistema prisional prova que infelizmente é assim.

16/11/2008 | 16h54 Denunciar

Marco Bacedo

Existem muitas coisas erradas, mas um dia o predio foi novo e quem destruiu tudo foram os presos, querem condições melhores? Cuidem, limpem que terão condições melhores.

16/11/2008 | 16h10 Denunciar

jonatã wiliam carvalho

É nogento como convive os detentos emeios de ratazanas e toda espécie de bichos os detentos são tratados como animais! como haverá regeneração dentro de uma possibilidade como essa a onde existe de tudo la dentro!!!

16/11/2008 | 14h29 Denunciar

Joel Segalla Robinson

Esse não é o Estado onde tudo e melhor: o Juduciario, o Legislativo, a Educação, etc. etc... Fala sério isto não existe! foi inventado pela RBS... Voces tem a mania que aqui tudo e melhor que os demais... arrogancia... Bandido, assasino, estuprador deve mofar neste presidio... Alias muito jornalista babaca deveria tambem mofar neste presidio... E as vitimas, os filhos (as) e as demais vitimas tem assistencia.

16/11/2008 | 13h00 Denunciar

Cleusa Cristine Peixoto

A nossa realidade social nos impõe reflexão constante em torno do tema criminalidade, é preciso ter a prevenção como princípio e não apenas a punição, mais escolas (com qualidade de ensino) do que presídios, mais tolerância do que conflitos, mais recuperação dos apenados do que apenas rótulos, mas acesso à cultura do que as drogas, enfim, mais Direito do que Leis. " la ley és como la serpiente solo pica al que esta descalzo" Camponês Salvadorenho - 1983. Essa é nossa realidade!

16/11/2008 | 12h26 Denunciar

C. BALLA

só um detalhe: ninguem vai prá lá obrigado. O que merece gente que mata um adolescente prá roubar um skate, merece mais que isso?

16/11/2008 | 12h04 Denunciar

Cidadão honesto

Só isso ??? tá faltando uma surra de relho todo dia,banhos gelados no inverno e trabalhos forçados além de pena de morte, essa ultima reduziria pela metade esse lixo da sociedade. Queriam o quê ? hotel cinco estrelas ? Assim mesmo a maioria volta a cometer crimes. Tem que dar apoio ao cidadão honesto que batalha e produz. PENA DE MORTE AOS REINCIDENTES JÁ

16/11/2008 | 11h56 Denunciar

abreu

Li td a mat.no jornal ZH de hoje.Examinei as fotos,realmente é mto deprimente,se olhado a primeira vista.Porém,uma pergunta me incomoda, com td essa degradação,porque os detentos q.ganham a liberdade,ou vão p/aberto ou semi,logo,logo voltam a delinguir e,óbio,retornam ao presidio?Se é tão ruim assim o presidio,então prq voltam a praticar assaltos,assassinatos,etc.etc.Ñ tentam uma vez sequer mudar de rumo em suas vidas.A maioria,pelo q.se lê,nem tentam aprender uma prof.seguer!São pcs os q.mudam!

16/11/2008 | 11h32 Denunciar

eliseu santos

Como diz o sr. Nei correia em seu email: "cmentar o quÊ". A midia qdo não tem notícia, transforma os marginais e assassinos em v[itimas. Está igual ao Juiz, hipócrita que chorou ao visitar o Presídio Central. Estão com penas por que nãolevam para suas casas.

16/11/2008 | 11h27 Denunciar

Eduardo

Você com esse nome deve saber que muita coisa de errado acontece lá mesmo. Fora isso, parabéns a ZH pela reportagem, pena no site não ter mais vídeos para que os visitantes possam ver. Quanto a cadeia, é um problema de gerações e não só da Ieda aí de baixo. Celas se parede ? Só mesmo no 3o mundo em que vivemos. E ainda tem gente que acha que somos melhores que os famigerados nordestinos.

16/11/2008 | 11h18 Denunciar

Natacha

Ah, claro! Foi mesmo o estado quem projetou esse presídio para ser assim tão degradado. Pobres dos presidiários, porque eles nunca na vida pensaram em depredar o presídio ou tornar a sua estada por ali pior do que já deveria ser. Aliás, nós, cidadãos de bem, fazemos o mesmo em nossas casas: estragamos nossa residência e depois colocamos a culpa no estado.

16/11/2008 | 11h06 Denunciar

ieda monteiro

tem mta coisa séria que não foi mostrada a realidade é outra

16/11/2008 | 03h43 Denunciar

TANIA REGINA JAPUR IHJAZ

MUITO BOA ESSA REPORTAGEM,PORÉM SEMPRE INSUFICIENTE NA INDIGNAÇÃO,É REVOLTANTE,É BURRO É INCOSTITUCIONAL É O DESPROPÓSITO DO PRÓPRIO PROPÓSITO DE RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO,LEVA A CRER QUE FALIRAM OS SISTEMAS PRISIONAIS E AS POLÍTICAS CRIMINAIS SÃO PIADAS INVENTIVAS!

16/11/2008 | 02h24 Denunciar

renaro mendes

A Zero Hora poderia divulgar esta reportagem para os bandidos. Sera que eles deixariam de nos: assaltar, roubar e matar, com medo de enfretarem as condições dos presidios????

15/11/2008 | 18h29 Denunciar

Débora Pereira

Já estive alguns anos atrás "nesse lugar",pode-se dizer que lá é a porta para o inferno.Visitava um conhecido na galeria F é uma das menos piores, era inverno, um horror de friu,um horror para qualquer um sobreviver, é uma prova que se tú passa por aquilo nada mais te abala nessa vida.Pessoas com feridas pelo corpo, causadas pelo carrapato(que eu nem imaginava que dava em gente), febre , etc.Rato é bicho de estimação. Hoje não passo nem na frente deste lugar e oro pelos que ficaram.

15/11/2008 | 18h27 Denunciar

angelo dorneles gomes

Sabemos que a situação de nossos presidios é um caos, porém se para a parte da população que vive honestamente o governo é relapso no que compete as suas obrigações, esperar o que com relação aos que transgrediram as leis. estão por terem

15/11/2008 | 17h41 Denunciar

Alvaro

A maioria destes presos merece isto aí mesmo, porque se sairem de lá vão cometer homicídios, estrupros e, no mínimo, assaltos e furtos. Tem que ter pena das vítimas e famílias de vítimas que ficam aqui fora sofrendo devido aos crimes deles.

15/11/2008 | 17h08 Denunciar

neicorreaprestes@pop.com.br

COMENTAR O QUE????????????

15/11/2008 | 15h25 Denunciar

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