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03/09/2008 | 04h11

Ladrões levam troféus da Bambas da Orgia

Quadra da escola de samba é atacada e cerca de 10 troféus são furtados

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Ladrões levam troféus da Bambas da Orgia Marcelo Oliveira/
Em vez de dinheiro, bandidos levaram os bens mais valiosos para a auto-estima da escola, os seus troféus Foto: Marcelo Oliveira
Os bandidos não estão respeitando nem quem faz a alegria do Carnaval. Na madrugada de segunda-feira, troféus conquistados pela escola de samba Bambas da Orgia foram furtados da sede da entidade, na Avenida Voluntários da Pátria, na Capital. Foi o terceiro ataque sofrido pela agremiação em menos de uma semana.

Em vez de dinheiro, os bandidos levaram os bens mais valiosos para a auto-estima da comunidade carnavalesca. Ontem, na quadra da escola, os suportes que sustentavam os troféus obtidos em diferentes carnavais estavam vazios.

Na terça-feira da semana passada, os criminosos já haviam arrombado o local e roubado talheres. Na quinta-feira, nova invasão, dessa vez com furto de bebidas.

Na madrugada de segunda-feira, os bandidos invadiram a quadra pelo telhado. A direção da escola calcula que cerca de 10 troféus foram levados.

Desolada, a presidente da Bambas, Rosalina Conceição, 50 anos, parecia não acreditar na ousadia. Por sorte, o troféu Aimoré Silva, com cerca de um metro de altura e entregue às escolas que venceram o Carnaval da Capital por três vezes consecutivas ou por cinco vezes intercaladas, foi deixado no telhado. Os ladrões não conseguiram transportá-lo.

Rosalina lembra que o troféu, assim como os que foram levados, não tem valor material. Os objetos são feitos de cimento, gesso e forrados com alguns jornais.

— É um valor de estimação para os carnavalescos da Bambas. Esses troféus representam a nossa história — lamenta.

Carnavalescos querem reunião com Secretaria da Segurança

Preocupado com o ataque, o presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul (AECPARS), Ademir Moraes, pretende solicitar uma reunião com representantes da Secretaria da Segurança Pública. Ele lembra que, no Complexo Cultural do Porto Seco, foram quatro meses de insegurança até que a prefeitura contratasse uma empresa de vigilância para proteger os barracões.

— Esses criminosos não estão respeitando as suas próprias comunidades — lamenta.

O titular da 17ª Delegacia de Polícia, delegado Antônio Vicente Martins Nunes, informou que está investigando os arrombamentos, mas ainda não tem suspeitos.

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