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23/03/2008 | 23h15

Ginete gaúcho ferido no Uruguai permanece internado

De acordo com a família, quadro de Gustavo Macedo Laureano apresentou melhoras

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O ginete de São Gabriel Gustavo Macedo Laureano, 35 anos, permanece internado em um hospital de Montevidéu. De acordo com a família, seu quadro apresentou melhoras neste domingo.

Laureano se feriu em uma prova de gineteada de um tradicional rodeio do Uruguai, o Prado. Segundo familiares, ele teria caído de cavalo e ficado preso ao estribo (a peça na qual o cavaleiro firma o pé), em uma competição, na sexta-feira à tarde.

— Soubemos que quando ele caiu do cavalo, ele desmaiou e ainda ficou junto ao estribo. Foram feitas tomografias e outros exames e ele não teve fraturas graves. Mas ele permanece sedado até agora — informou no fim da tarde a tia do ginete, Aurora Santos Alves.

Para os amigos e companheiros do Piquete de Tradições Gaúchas (PTG) Os Vaqueanos, de São Gabriel, o acidente de Laureano foi uma fatalidade.

— As gineteadas são o hobby dele. Ele participa há muitos anos e viaja sempre que pode para competir. Há duas semanas ele também foi para o Uruguai participar das provas em outro rodeio — comentou o amigo e patrão do piquete, Antônio Marcos Pinós.

Conforme Pinós, o envolvimento de Laureano com o piquete é diário. Foi ele quem ajudou a fundar o piquete, que existe há 22 anos, e hoje é o capataz de campo do PTG. Além disso, foi ele o idealizador e continua como organizador do Encontro de Tropilhas e Ginetes, que ocorre em São Gabriel todos os anos. Freqüentemente, também é convidado para ser julgador de provas em rodeios.

— Ele é muito envolvido com o piquete e com as tradições de maneira geral. Vai aos encontros e rodeios que consegue ir. É a paixão dele, ele gosta muito desse ambiente e procura sempre estar presente nos eventos — afimou Pinós.

Além de atuar como veterinário em uma clínica em São Gabriel, Laureano também é empresário e pecuarista. Ele é solteiro e não tem filhos.

Tradição

Em março do ano passado, Laureano participou de uma reportagem da Revista Mix, do Diário de Santa Maria, que falava sobre a vida dos peões. Na entrevista, ele comentava sobre as exigências para ser um bom ginete.

— O ideal seria fazer musculação e ter contato diário com os cavalos. Como trabalho em escritório, meu condicionamento depende de futebol e caminhadas — disse, na época.

Quando se referiu aos cavalos que participam das gineteadas, ele garantiu que os animais são bem tratados.

— A gente até esporeia, mas com o cuidado de não machucá-lo. Após a prova, um veterinário verifica se ele ficou arranhado ou se cortou, e o trata. Cavalos de esporte sofrem menos do que os que puxam carroça na cidade. Os aporreados são criados especificamente para isso.

Comentar esta matéria Comentários (2)

Lucia Meaños

Desde el año pasado, con mis padres venimos siguiendo a Gustavo, somos fieles asistentes a las jineteadas, y nos causaba mucha gracia y nos emocionaba verlo prepararse para su doma, siempre muy prolijo y con los nervios a flor de piel. Realmente sentimos con mucha tristeza todo esto que le esta pasando, un abrazo muy grande a la familia, mucha fuerza en este momento a ellos y a Gustavo.

24/03/2008 | 14h53 Denunciar

claudio ribas rocha

Fui tomado de espantosa surpresa quando li a notícia. Fui colega do Gustavo na Faculdade de Veterinária da UFRGS, o qual fizemos grande amizade. A gineteada e o campo era uma das paixões dele. Tenho fé e esperança que ele consiga superar este desafio que a vida lhe impôs com sucesso. Força Gustavo!

24/03/2008 | 09h18 Denunciar

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