Susto21/03/2013 | 09h11

Rato causa transtorno em usina nuclear do Japão

Por conta do roedor, fornecimento de energia foi interrompido e material radioativo liberado

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Rato causa transtorno em usina nuclear do Japão Tokyo Electric Power Co/AFP/TEPCO
Animal foi o motivo do apagão que começou na noite de segunda-feira Foto: Tokyo Electric Power Co/AFP / TEPCO

Um rato foi apontado nesta quinta-feira como a provável causa da grave interrupção do fornecimento de energia à central nuclear japonesa de Fukushima, que entre a noite de segunda-feira e a manhã de quarta paralisou parte do sistema de refrigeração do complexo.

— Confirmamos a presença de um pequeno animal — explicou um porta-voz da companhia Tokyo Electric Power (Tepco) ao apresentar uma foto do rato, de cerca de 15 cm, que teria provocado um curto-circuito.

O apagão começou na noite de segunda-feira, paralisando os sistemas de refrigeração das piscinas de armazenamento de combustível usado da central nuclear. Durante a interrupção do fornecimento de energia, a temperatura da piscina central, que contém mais de 6 mil barras de combustível usado, subiu a 31,8 graus, mas se manteve distante do limite de segurança de 65 graus.

Sem a adequada refrigeração, a água na piscina se aquece em contato com o combustível nuclear e diante de um calor muito intenso, ocorre a evaporação e a consequente contaminação do ar.

O incidente não afetou a injeção de água nos reatores 1 e 3 da central, cujo combustível se fundiu após o acidente de 2011, quando um tsunami inundou Fukushima Daiichi (distante 220 quilômetros de Tóquio) e levou à suspensão da refrigeração dos reatores e das respectivas piscinas de armazenamento, provocando fuga de material radioativo.

O acidente nuclear de Fukushima foi o pior desastre atômico desde a crise na central ucraniana de Chernobil (Ucrânia), em 1986. O tsunami gigante de março de 2011 provocou a suspensão do fornecimento de energia e a paralisação dos sistemas de refrigeração da usina atômica, onde importantes quantidades de radiação se disseminaram no meio ambiente.

A fase crítica do acidente foi considerada superada em dezembro de 2011, mas os trabalhos de proteção da área não avançam pelos altos níveis de radioatividade.

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