Vaticano16/03/2013 | 22h59

Mudanças propostas para Igreja Católica sinalizam o lado gestor do papa Francisco

Desde que assumiu como papa, Francisco vem apostando em atitudes simples

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Mudanças propostas para Igreja Católica sinalizam o lado gestor do papa Francisco Osservatore Romano/AFP
Papa rezando na basílica de Santa Maria Maior Foto: Osservatore Romano / AFP

Se a Igreja Católica fosse uma empresa estaria a um passo de se tornar referência no mundo dos negócios. Mas não pelas iniciativas de ampliar mercados, ou então pelos mais de um bilhão de "clientes". O exemplo viria das pequenas – e significativas – mudanças de estilo já sinalizadas pelo papa Francisco, o que pode ser traduzido para a linguagem corporativa como um novo modelo de gestão de pessoas.

::: Entenda os gestos do Papa Francisco

Desde que vestiu a roupa de Papa, na quarta-feira, Francisco vem apostando em atitudes simples e tem causado boa impressão, como dispensar a limusine para andar de ônibus com os cardeais ou rejeitar o crucifixo de ouro ao aparecer pela primeira vez em público. Para o mestre em administração Guilherme Correia, professor de Gestão de Pessoas da Fundação Getúlio Vargas e da Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc), a simplicidade dos gestos pode mostrar lições essenciais para o mundo empresarial.

– A Igreja está seguindo um modelo básico. E se continuar como está pode se tornar um bom exemplo de gestão. Mexer com jogos de poder é arriscado e delicado porque está ligado a status. Mas se isso vem de cima, em uma instituição tão sólida quanto a Igreja, o jogo pode virar.

Segundo Correia, estas atitudes podem provocar inversão de valores no mundo, fazendo com que as empresas passem a se espelhar na Igreja. Aquele tempo em que o funcionário nem sabia quem era o diretor ficou no passado. Agora, ele senta com o chefe para trocar ideias.

Especialistas em gestão afirmam que as melhores empresas para trabalhar no Brasil investem amplamente no ser humano. São organizações que já perceberam o quanto esse tipo de investimento dá resultado. E que o contrário aumenta as estatísticas de evasão de funcionários. Um dos principais motivos para essa fuga está relacionado ao clima organizacional: ninguém resiste a muito tempo em empresas onde não há bons líderes e não há gestão participativa.

Renato Igor: Diário do Vaticano

Em novo momento, Papa – que se reuniu com a imprensa na manhã de sábado – já dá sinais de que a Igreja pode seguir o caminho de administração de empresas e servir de modelo para quem ainda não se atualizou nas formas de gerenciar negócios

>>> Fato raro é jornalista aplaudir alguma fonte. Com o papa é diferente. O pontífice teve que parar a fala algumas vezes devido aos aplausos.

>>> Um papa quase ecumênico e politicamente correto no discurso. No final, disse:

>>>  Eu sei que nem todos são católicos, mas todos são filhos de Deus, portanto sintam-se abençoados.

>>> No final, cumprimentou o staff da assessoria de imprensa do Vaticano e recebeu o mate típico da Argentina, o tererê.

> Linha do tempo: O caminho de Jorge Bergoglio ao papado
> Em site especial, leia todas as notícias sobre a Sucessão na Igreja
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