Sucessão no Vaticano12/02/2013 | 06h22

Após renúncia de Bento XVI, começam especulações sobre o novo Papa

Joseph Ratzinger supreendeu o mundo ao revelar que deixará o comando da Igreja Católica até o final do mês

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Após renúncia de Bento XVI, começam especulações sobre o novo Papa Reprodução/Arte ZH
Foto: Reprodução / Arte ZH

Pela primeira vez em seis séculos, está aberta a sucessão de um Papa em razão da renúncia ao mais alto posto da hierarquia católica. A decisão histórica anunciada na segunda-feira por Bento XVI sob a justificativa de "falta de forças" resultará em uma nova eleição até a Páscoa. Mas as suposições sobre quem será o novo líder da igreja começaram tão logo o anúncio correu o mundo — e incluem dois gaúchos.

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Bento revelou, em um discurso em latim para um grupo de cardeais, que deixará o cargo no dia 28 de fevereiro, aos 85 anos.

— Depois de ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério de Pedro — afirmou, repetindo uma decisão adotada pela última vez em 1415 por Gregório XII.

Com a saúde de Joseph Ratzinger debilitada por problemas cardíacos, até a eleição, a Santa Sé será comandada pelo secretário de Estado do Vaticano e um dos concorrentes à vaga, o italiano Tarcisio Bertone. O cardeal de Milão, Angelo Scola, é outro favorito. Para muitos, o eleito deveria ser alguém de um país além das fronteiras europeias, a fim de alterar o eixo do poder católico.

Essa possibilidade, já levantada e frustrada no conclave que há oito anos escolheu Ratzinger, abre espaço para candidatos africanos e latino-americanos, como os gaúchos Odilo Scherer — bem cotado em listas da imprensa internacional — e Cláudio Hummes, menos lembrado. Para o doutor em Teologia e padre Érico Hammes, o perfil do colegiado que elegerá o Papa não favorece essa possibilidade. Dos 118 aptos a votar, 52% são europeus.

— A maioria dos cardeais foi eleita por ter afinidade com o Vaticano. Parece-me que escolherão alguém próximo a eles — analisa Hammes.

A incerteza só será desfeita quando a fumaça branca subir indicando que o sucessor do primeiro Papa a renunciar em mais de 600 anos foi escolhido.

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