Conflito na Síria06/01/2013 | 11h26

Presidente sírio diz que governo não encontrou sócios para solução política

Bashar al-Assad pediu um "diálogo nacional" durante discurso na TV

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Presidente sírio diz que governo não encontrou sócios para solução política SYRIAN TV/AFP PHOTO
Discurso do presidente foi transmitido pela rede de televisão oficial da Síria Foto: SYRIAN TV / AFP PHOTO
O presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou neste domingo que seu governo não encontrou sócios para uma solução política ao conflito que atinge o país há 21 meses. Durante um discurso transmitido pela rede de televisão oficial, al-Assad disse também que, se houver uma transição, ela deverá ocorrer de acordo com a Constituição.

— O fato de não termos encontrado um sócio não significa que não estejamos interessados em uma solução política, e sim que não encontramos um sócio — afirmou o presidente diante dos aplausos do público na Casa da Cultura e das Artes Dar al-Assad, em Damasco.

O conflito, que, segundo a ONU, já deixou mais de 60 mil mortos, não é travado entre "o poder e a oposição, mas entre a pátria e seus inimigos, o povo e seus assassinos", disse Assad, acrescentando que alguns deles querem a divisão da Síria.

O presidente sírio falou pela última vez em público no dia 3 de junho, quando se dirigiu ao Parlamento em Damasco. Em novembro, concedeu uma entrevista a uma rede de televisão russa na qual rejeitou a ideia do exílio, afirmando que viveria e morreria na Síria.

Desde então não se pronunciou sobre este conflito, que começou em março de 2011 como uma revolta popular contra o poder e que depois se transformou em guerra civil.

No entanto, em seu discurso deste domingo pediu um "diálogo nacional" quando terminarem as operações militares e pediu que todos os sírios se unam para defender a nação.

O regime de Damasco equipara os rebeldes e opositores a terroristas armados e financiados pelo exterior e denuncia uma conspiração contra a Síria.

O presidente, que chegou sob os aplausos de centenas de pessoas que gritavam "Por nossa alma e por nosso sangue, nós nos sacrificaremos por ti!", também garantiu que, se houver uma transição, ela deve ser realizada "em conformidade com os termos da Constituição", em referência a eleições.

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