Parte II21/01/2013 | 05h11

Obama assume segundo mandato com Congresso dividido

Sem a efervescência de 2009, presidente toma posse nesta segunda-feira

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Obama assume segundo mandato com Congresso dividido Larry Downing//AFP
O segundo mandato se iniciou, de fato, no domingo, com juramento em cerimônia restrita que durou 63 segundos. A legislação fixa a posse no dia 20, mas adia eventos populares quando a data for um domingo Foto: Larry Downing/ / AFP

Diante de menos da metade do público que há quatro anos lotou o National Mall e com uma mão sobre a bíblia recém-restaurada do herói Martin Luther King Jr., o 44º presidente americano fará, como é tradição nessas ocasiões, um discurso mais poético do que substancial, mas vale prestar atenção às entrelinhas. A necessidade de alcançar consensos será um dos apelos de Barack Obama, conforme adiantou no domingo David Plouffe, um dos principais assessores presidenciais.

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Os desafios de Obama


Com maioria no Senado, mas minoria na Câmara comandada pela ala radical dos republicanos, o democrata inicia um novo governo com uma lista de assuntos que dividem o Legislativo. Eis alguns: negociações orçamentárias, teto da dívida pública, novas mudanças nos planos de saúde e tentativa de restringir o uso de rifles de assalto que se tornam cada vez mais populares. Tudo isso em meio a uma economia que tampouco lembra aquela do pós-crise de 2008, mas que não permite previsões efusivas. O desemprego ronda os 8% (já esteve em 10%, em outubro de 2009), e a perspectiva de crescimento do PIB é de 2% em 2013.

Entre suas prioridades, Obama deverá citar a reforma migratória. Esse é um dos poucos temas nos quais especialistas prospectam mais chances de convergência entre os dois partidos – aproximar-se dos latinos passou a ser uma questão de sobrevivência para os republicanos. No terreno das controvérsias, o discurso desta segunda-feira é mais uma oportunidade para o presidente reforçar a briga que comprou com o lobby das armas após o massacre na escola de Newtown.

Sem a ebulição de 2009, o filho de pai queniano e mãe americana arranca para o segundo round com aprovação de 51% – similar à de seu antecessor George W. Bush nesse período. Mas está bastante abaixo da confiança obtida pelo democrata Bill Clinton, que conseguiu um apoio de 60% no início de seu segundo mandato, em janeiro de 1997. Também está longe da aprovação de 62% obtida por Ronald Reagan no despertar de seu segundo mandato, em 1985.

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