Aposta de Obama31/01/2013 | 18h08

Nomeado para o Pentágono, Hagel afirma que militares dos EUA usarão da força se necessário

Duramente criticado pelos republicanos por suposta falta de firmeza com inimigos do país, o ex-senador afirma que utilizará o poderio militar norte-americano com inteligência

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Nomeado para o Pentágono, Hagel afirma que militares dos EUA usarão da força se necessário Saul Loeb/AFP
O ex-senador Chuck Hagel, nomeado do presidente Barack Obama para a secretaria da Defesa, deixa a audiência de confirmação com o Comitê de Serviços Armados do Senado norte-americano durante recesso Foto: Saul Loeb / AFP

Chuck Hagel, nomeado pelo presidente Barack Obama para encabeçar o Pentágono, afirmou nesta quinta-feira aos senadores de seu país que não hesitará em usar de toda a força dos militares dos Estados Unidos para defender a segurança do país.

Buscando apaziguar quem o acusa de fraqueza frente aos inimigos do país, Hagel disse ante o Comitê do Senado que examina sua designação "que empregará a força quando for necessário":

— Mas também devemos ser inteligentes em como empregamos todo o grande poder de nossa nação — assinalou o ex-legislador, que foi ferido em combate e condecorado quando revistava uma unidade de infantaria na guerra do Vietnã.

— Estou totalmente comprometido com a meta do presidente de impedir que o Irã obtenha uma arma atômica e, como já disse no passado várias vezes, devem ser colocadas todas as opções sobre a mesa para conseguir este objetivo— afirmou ainda.

Mas os integrantes da bancada republicana no Comitê de Serviços Armados do Senado se mostraram céticos ante as declarações do candidato:

— Seu passado demonstra sua falta de firmeza ante os inimigos dos Estados Unidos — afirmou Jim Inhofe, chefe dos republicanos na Comissão.

Hagel se distanciou do Partido Republicano, ao qual pertencia, durante a guerra contra o Iraque, e foi criticado pelos legisladores da oposição por posturas que defendeu no Congresso quanto a Israel e Irã, país com o qual se mostrou favorável a negociações diretas sobre seu programa nuclear.

Apesar das duras críticas conservadoras contra Hagel, a Casa Branca acredita que o Senado aprovará sua indicação, mesmo que por pequena margem.

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