Local definido22/01/2013 | 05h02

Cerimônia oficializa escolha do endereço do consulado dos EUA em Porto Alegre

Nove meses após o anúncio da retomada de operação no RS, embaixador assina nesta terça-feira o contrato de locação do imóvel onde funcionará a sede

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Cerimônia oficializa escolha do endereço do consulado dos EUA em Porto Alegre Adriana Franciosi/Agencia RBS
Imóvel na Avenida Assis Brasil, na zona norte da Capital, abrigará o consulado dos EUA no RS Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Nove meses depois de anunciada pelo governo americano, a reabertura do consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre entra em uma nova fase, com a confirmação do endereço do prédio.

Em uma cerimônia no Hotel Sheraton, na tarde desta terça-feira, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, irá assinar os documentos de locação do imóvel onde funcionará a sede, na Avenida Assis Brasil, próximo ao viaduto Obirici, no bairro Passo D'Areia.

A data de abertura do consulado na zona norte da Capital, no entanto, ainda é incerta. Conforme o advogado Marcino Rodrigues, responsável por coordenar o processo envolvendo o governo dos Estados Unidos e os empreendedores, alguns ajustes já foram feitos no local — que abrigou por muito anos um supermercado —, mas as obras para a montagem do escritório consular sequer foram iniciadas. A expectativa é de que o embaixador anuncie o cronograma na cerimônia desta terça. O mais provável é que o consulado esteja em operação somente em 2014.

O motivo da demora seria a obsessão por segurança. Após o anúncio da reabertura, feito pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em abril do ano passado, foram analisados 35 endereços para abrigar a representação diplomática, num processo que durou cerca de seis meses.

— Independentemente de ser um país amigo ou não, a postura norte-americana para instalar um consulado é a mesma. Implica uma série de padrões de segurança, principalmente contra espionagem e ataques terroristas — diz o especialista em sistemas de defesa Nelson Düring, editor do site Defesanet.

Construção horizontal e não compartilhada

Em geral, segundo Düring, o governo americano prefere construções horizontais, com longa distância entre o muro e a área construída. Os sistemas de proteção pré-operação vão desde blindagem para coibir escutas até instalação de antenas de comunicação de alta frequência.

— São demandas que implicam autorizações de órgãos reguladores, o que acaba atrasando o início da operação — observa.

Depois que a sede é aberta ao público, as exigências só aumentam: é expressamente proibido entrar portando telefone celular e demais equipamentos eletrônicos e todos os veículos, inclusive os do próprio consulado, são inspecionados por equipe antibomba, exemplifica o especialista.

Mesmo no atendimento para emissão de vistos, é comum que a fila de espera seja organizada na parte externa da sede, como ocorre em São Paulo. Outro aspecto totalmente vetado é ocupar salas em edifícios comerciais, como era o caso da antiga sede americana em Porto Alegre, na Rua Coronel Genuíno, fechada em 1996, dentro de uma política de corte de custos na gestão do ex-presidente Bill Clinton. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os padrões para a presença dos Estados Unidos em outros países se tornaram ainda mais rigorosos.

— Em escala menor, é o que se vê nos filmes — ilustra Düring.

O consulado na Capital
— Avenida Assis Brasil, 1.889, bairro Passo D'Areia.
— 7 mil metros quadrados de área construída.
— 90 vagas de estacionamento coberto.
— 100 funcionários, entre brasileiros e americanos.

Visto facilitado
— A previsão é emitir entre 500 e mil vistos por dia na Capital.
— Os EUA tiveram consulado no RS de 1918 a 1996, quando eram liberados 100 vistos diariamente.
— A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) estima um aumento de 20% no número de vistos para gaúchos, com base em desistências registradas pelos operadores, por conta da despesa extra gerada pelo visto.
— No ano passado, o número de turistas brasileiros nos Estados Unidos chegou a 1,8 milhão, uma alta de 18% em relação a 2011, de acordo com o Departamento de Comércio americano.
— A taxa de rejeição de vistos para brasileiros foi de 3,8%. Países que conseguem reduzir o percentual de rejeição para menos de 3% são incluídos nos programas de dispensa da autorização.

Preste atenção
— Para quem está com embarque programado para os próximos meses, a recomendação dos agentes de viagem é não esperar pela inauguração do consulado em Porto Alegre, pois o agendamento de entrevistas só deverá ser feito depois da abertura da sede.
— O indicado é programar o pedido nas unidades em funcionamento (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife).
— A despesa estimada entre passagem aérea, hospedagem e alimentação gira em torno de R$ 1 mil por pessoa.
— O custo do visto é de 160 dólares (cerca de R$ 330), incluindo agendamento da entrevista, taxa de solicitação do visto e entrega do passaporte.
— É possível agendar a entrevista no consulado por meio de call center ou site da embaixada dos EUA no Brasil (www.embaixada-americana.org.br). O site também informa os documentos que devem ser apresentados na entrevista.

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