Violência no Iraque23/01/2013 | 15h51

Atentado suicida deixa 42 mortos em mesquita no Iraque

O homem-bomba acionou seus explosivos durante o funeral de um parente de um líder político assassinado na véspera

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Ao menos 42 pessoas morreram e 75 ficaram feridas nesta quarta-feira em um atentado suicida realizado durante um funeral em uma mesquita xiita no norte do Iraque, que foi parcialmente destruída.

Este ataque, o mais mortal em seis meses, pode aumentar as tensões em um país abalado por uma crise política e por mais de um mês de manifestações em regiões de maioria sunita contra o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas extremistas sunitas ligados à Al-Qaeda geralmente tem como alvo a comunidade xiita, a fim de provocar tensões interreligiosas.

O homem-bomba acionou seus explosivos na mesquita de Saida al-Shuhada, em Tuz Khurmatu, 175 km ao norte de Bagdá, durante o funeral de um parente de um líder político assassinado na véspera.

Segundo Niyazi Moamer Oghlu, secretário-geral do Conselho Regional de Saladino, província onde Tuz Khurmatu está localizado, o balanço de mortos chega a 42 pessoas e 75 feridos.

— Ainda há corpos dentro da mesquita — indicou Shallal Abdul, prefeito de Tuz Khurmatu, acrescentando que o camicase se encontrava dentro do templo e se explodiu em meio a centenas de fieis.

Entre os feridos, se encontram vários chefes tribais e dirigentes locais, como Ali Hachem Mukhtar, vice-presidente da Frente Turco-iraquiana e membro do conselho regional de Saladin.

Os fieis participavam nos funerais do cunhado de Mukhtar.

Esta vila multi-étnica está localizada em uma zona disputada pelas autoridades da região autônoma do Curdistão iraquiano e o poder central de Bagdá.

Esta disputa é uma das mais delicadas e ameaça a estabilidade do Iraque, segundo diplomatas e autoridades.

O ataque é o mais mortal desde a morte de 42 pessoas em 23 de julho em uma série de explosões na capital iraquiana.

Nesta quarta-feira, outros ataques foram registrados, um perto de Mossul (norte), onde homens armados mataram o diretor de uma escola, e outro perto de Fallujah (oeste), onde o chefe de uma milícia anti-Al-Qaeda foi morto a tiros.

Ontem, uma série de atentados em Bagdá e seus arredores fez 26 mortos, após algumas horas de calma seguidas de uma onda de assassinatos.

Com esses ataques, o balanço da violência para o mês de janeiro já é mais elevado do que o registrado nos três meses anteriores, de acordo com contas da AFP a partir de números fornecidos pelas fontes de segurança e médicas.

Apesar da insegurança, as instituições políticas continuam quase paralisadas por uma crise entre Maliki e vários membros de sua coalizão, principalmente sunitas e curdos, a menos de três meses de uma eleição regional crucial.

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