MASSACRE NO DESERTO20/01/2013 | 23h31

Argélia ainda conta vítimas em campo de gás

Dados parciais indicam 25 funcionários mortos e 32 rebeldes abatidos após ofensiva do exército

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Vinte e cinco corpos de reféns foram encontrados ontem por forças especiais da Argélia, que ainda vasculhavam o campo de exploração de gás do Saara onde um grupo armado manteve em cativeiro centenas de trabalhadores.

O Ministério da Comunicação do país confirmou 25 funcionários mortos e 32 extremistas abatidos pelo exército em In Amenas, ao sul de Argel. À noite, porém, um canal de televisão local elevou para 80 o número de mortos entre reféns e sequestradores devido à descoberta de corpos carbozinados, considerados de difícil identificação.

As forças especiais continuavam no campo de gás de Tiguenturin à procura des novas vítimas. Conforme o canal de TV Ennahar, os militares prenderam ontem cinco extremistas e outros três teriam fugido. Testemunhas relataram a violência do sequestro, que durou quatro dias sob comando do grupo islâmico "Aqueles que assinam com sangue", liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar.

Conforme reféns, nove japoneses foram executados desde quarta-feira: três tentando escapar de um ônibus e seis nos dormitórios. O governo do Japão não comentou essas declarações, mas a empresa JCG informou que 10 trabalhadores do país oriental ainda estavam desaparecidos até a manhã de ontem.

Segundo o Ministério da Comunicação da Argélia, além de abater 32 sequestradores, as forças armadas conseguiram libertar 685 funcionários locais e 107 estrangeiros. Desde quarta-feira, as mortes de um francês, um americano, dois romenos e três britânicos foram confirmadas por seus países.

Missão terá soldados de nove países

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, reiterou ontem apoio à Argélia, declarando que o país não pode ser culpado pelas vítimas da ofensiva. Para Fabius, os responsáveis são os rebeldes. Liderados por Mokhtar Belmokhtar, os extremistas afirmaram agir em represália à intervenção francesa no Mali com apoio da Argélia.

Considerada custosa e desafiadora, podendo se tornar um novo Afeganistão, a Missão Internacional de Apoio ao Mali (Misma) deverá contar com 5,3 mil soldados. Além de dois mil franceses, outros dois mil soldados serão enviados por nove nações africanas: Nigéria, Togo, Benin, Senegal, Níger, Guiné, Gana, Burkina Faso e Chade.

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