Conflito26/12/2012 | 14h48

Novo êxodo de sírios após ataque mortal

Cidadãos buscam refúgio na Turquia, e governo de Bashar al-Assad sofre deserção de chefe da polícia militar

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Quase 1,1 mil sírios em fuga do seu país, depois de um ataque mortal no domingo perto de uma padaria no centro da Síria, entraram nas últimas 24 horas na Turquia, indicou uma fonte diplomática turca nesta quarta-feira à AFP.

— Estes deslocados, muitos deles mulheres e crianças, são, em sua maioria, provenientes da cidade de Halfaya (onde 60 civis foram mortos em um ataque perto de uma padaria) — disse a fonte sob condição de anonimato.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) relatou um ataque aéreo, mas a agência de notícias oficial Sana afirmou, por sua vez, que as tropas do regime tinham atuaram após um ataque de "terroristas", um termo utilizado por Damasco para designar os rebeldes.

O grupo de refugiados entrou na Turquia pela aldeia de Reyhanli, na província turca de Hatay. A Turquia compartilha uma longa fronteira de 900 km com a Síria.

Com as novas chegadas, o número de refugiados sírios em vários campos no sudeste da Turquia ultrapassou 148 mil, de acordo com as autoridades.

A Turquia rompeu suas relações com o regime do presidente Bashar al-Assad e apoia os rebeldes.

Chefe da polícia militar síria anuncia deserção

O chefe da polícia militar síria anunciou sua deserção em um curto vídeo divulgado na internet por militantes anti-regime.

— Eu, general Abdel Aziz Jassem al-Shallal, comandante da polícia militar síria, anuncio minha deserção do exército do regime para fazer parte da revolução popular. O exército não está seguindo seu propósito fundamental, o de proteger o país, e se transformou em uma gangue de assassinos. A destruição de cidades e vilarejos, os massacres contra o nosso povo, contra civis inocentes que foram às ruas para pedir liberdade, me empurraram à deserção — declarou o militar.

O general Al-Shallal tinha como função manter os soldados disciplinados e por isso não é tão conhecido.

Al-Shallal se aposentaria em janeiro e já deixou a Síria, informou o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH), uma organização com sede no Reino Unido e que possui uma grande rede de militantes no país. Segundo sites da oposição, ele está na Turquia.

— Este homem tinha sido afastado há algum tempo por acreditarem que ele colaborava com os insurgentes — afirmou um militante na internet. Outro militante assegura que "o general acabou com vários bloqueios de ruas e era gentil com a população".

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